“High Life”/Divulgação

Nadando contra a maré negativa e a descrença – aparentemente – geral de que Robert Pattinson é a escolha equivocada para encarnar a próxima versão do homem morcego, quatro motivos principais explicam porquê o ator pode facilmente surpreender a todos.

Pattinson desconhece o conceito de zona de conforto

É definitivamente um ótimo sinal que Robert tenha procurado projetos audaciosos, independentes e “fora da caixa” após o fim da saga Crepúsculo. Esse interesse demonstra que o ator tem o ofício em primeiro lugar na sua lista de prioridades, e não salários milionários ou vaidade, como tantos outros. Também não sente que precisa agradar ao maior número possível de pessoas com a sua arte, mas ao contrário, fica satisfeito quando consegue tocar algumas poucas, porém profundamente.

Diretores consagrados acreditam em seu potencial

Obviamente a opinião do público é válida, porém ter o aval de profissionais da indústria que juntos tem dezenas de ótimos filmes no currículo é algo que não pode ser comparado. Robert estrelou em “Cosmópolis” de David Cronenberg ainda em 2012, e em “Z: A Cidade Perdida” do diretor James Gray em 2016. Depois veio “Bom Comportamento” dos Irmãos Safdie em 2017, esse último tendo lhe rendido nada menos que 12 indicações a Melhor Ator por diversas associações cinematográficas.

Já em 2018 foi a vez de “High Life” da diretora Claire Denis, onde Pattinson brilhou ao lado da diva do cinema europeu Juliette Binoche. Claire declarou que enxergou o potencial de Robert ainda nos tempos de “Crepúsculo”, e que ao conhecê-lo, percebeu que ele era o ator que ela procurava. A dupla voltará a colaborar na adaptação de “The Stars at Noon” de Denis Johnson. Seu sucesso mais recente veio há poucos dias com o aclamado “The Lighthouse”, do diretor Robert Eggers (A Bruxa).

A crítica especializada tornou-se sua ferrenha defensora

A possível escolha de Robert como Batman pode ter sido um choque para muitos, porém a crítica especializada que há anos acompanha seu trabalho e evolução como ator não pensa duas vezes antes de sair em sua defesa. “Pattinson demonstra uma expansão absurda do seu alcance como ator. Vê-lo na tela é como assistir um ator novo em folha, todas as memórias do sexy vampiro brilhante apagadas num jorro de água salgada”, escreveu Richard Lawson para a Vanity Fair.

Christopher Nolan o escolheu a dedo

Se nenhum dos nomes mencionados anteriormente forem suficientes, basta saber que o próprio Christopher Nolan, responsável pela trilogia Batman Begins, O Cavaleiro das Trevas e O Cavaleiro das Trevas Ressurge, escolheu Pattinson para estrelar seu novo filme ainda não intitulado ao lado de John David Washington e Elizabeth Debicki. Nolan é conhecidamente um dos diretores mais exigentes de Hollywood e não colabora com ninguém menos que os melhores atores da atualidade. O seu selo de aprovação, sozinho, já deveria ser suficiente para dissipar qualquer dúvida.  

Em tempo, fica uma explicação do próprio sobre o seu processo de escolha de novos projetos em entrevista à Interview Magazine, o que talvez possa explicar sua opção de retornar ao universo dos grandes estúdios:

“Com cada filme que eu fiz, senti uma necessidade compulsiva de dizer ao diretor no primeiro dia que eu não tinha ideia do que estava fazendo. E acho que na estrutura das grandes corporações, as pessoas não aceitam isso muito bem. Eu não acho que jamais chegarei ao ponto de achar que, “Ah, eu sou um ator profissional com uma série de ferramentas ao meu dispor, e eu serei capaz de contar essa história com quaisquer cores que você precisar. Quer dizer, eu literalmente escolho fazer um filme especificamente porque eu acho que não posso fazê-lo. Você somente torce pra não afundar. E aí quando você não afunda, com sorte aprende a nadar.”

Com apenas 32 anos de idade e toda uma carreira pela frente, parece que ele já aprendeu.

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