(Sony Pictures)

Brightburn – Filho das Trevas, do diretor David Yarovesky, nos faz a seguinte pergunta: E se Clark Kent – ao invés de ter sido enviado à terra pelo evoluído povo de Krypton e crescido para se tornar um adolescente bondoso, com um instinto natural de ajudar pessoas – pertencesse à uma raça alienígena maligna cujo desejo é destruir o planeta e os humanos? A resposta é fácil: estaríamos em grandes apuros. O filme explora essa realidade alternativa, mostrando as terríveis consequências de se ter um adolescente em casa com super poderes e um instinto assassino.

A origem de Brightburn, ou Brandon Breyer (Jackson A. Dunn), compartilha ainda de outras semelhanças com aquela do Homem de Aço: Brandon também chegou à terra ainda bebê, a bordo de uma nave espacial estranha, que seus futuros pais adotivos decidem esconder no celeiro. O casal Breyer, interpretado por Elizabeth Banks e David Denman, tenta sem sucesso engravidar, assim que e a chegada de um bebê vindo do céu parece a resposta às suas preces. O garoto vive uma vida comum indo à escola, onde é considerado um prodígio, e ajudando o pai a cuidar da fazenda. Porém diferente de Clark, Brandon é possuído por uma entidade sem nome e sem forma – um poder desconhecido proveniente da nave que o trouxe – que passa a controlá-lo. Oscilando entre tendências à crueldade e à violência e às inseguranças de um garoto de sua idade, ele evolui rapidamente.

Produzido por James Gunn (Guardiões da Galáxia) e escrito por Brian Gunn e Mark Gunn, o filme tem momentos gore e jump scares que mascaram a falta de um roteiro mais bem amarrado, que desse mais complexidade ao personagem de Brandon. Não sabemos se as atrocidades cometidas por ele são obras exclusivamente da entidade alienígena ou se o garoto, na verdade, sempre nutriu essas características, que foram apenas despertadas.   

Precisamos falar sobre Brandon

Além das comparações inevitáveis com o Super Homem, o filme também traz resquícios, ou bebe da fonte, do clássico “Nós Precisamos Falar Sobre o Kevin” (2011) de Lynne Ramsay. O terror psicológico está bastante presente, com os pais assustados e se sentindo manipulados pelo filho, que por sua vez demonstra os comportamentos clássicos de um psicopata. Quando ambos compreendem quem – ou o que – o filho realmente é, pode ser tarde demais. O longa está longe de ser perfeito, mas tem a seu favor o elemento da subversão de um gênero de herói já bastante conhecido, mesmo que não consiga ser tão bem executado.

“Brightburn – Filho das Trevas” estreia nessa quinta (23) nos cinemas de todo o Brasil.

 

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