A HBO tem novos donos. A AT&T, segunda maior operadora norte-americana, adquiriu a Time Warner por US$ 85 bilhões, e com os vários estúdios de cinema e redes de TV norte-americanas, a empresa levou a pequena joia do “It’s Not TV”, e já tem planos para a empresa.

A ideia é entregar para a HBO um modelo de negócios que, curiosamente (ou não), nos lembra o da Netflix. É curioso porque, até agora, o canal quis exatamente o contrário, defendendo produzir uma quantidade menor de conteúdo e concentrando na qualidade.

Mas agora, a prioridade da HBO é crescer, em todos os aspectos, ao ponto de virar uma gigante do streaming. Quer mais horas de visualização diária por parte dos assinantes, além de um maior engajamento por parte dos fãs de suas séries. A ideia é monetizar em função desse engajamento e maior visibilidade desses conteúdos. Em determinado momento, os novos diretores da HBO reforçam que precisam investir mais dinheiro para ganhar ainda mais dinheiro. O canal hoje é lucrativo, mas os novos donos da AT&T entendem que ainda não é suficiente.

A HBO registrou um aumento de assinantes que varia entre 35% e 40%, e isso também se alinha ao aumento do catálogo do serviço. Agora, a filosofia é “mais não é o melhor, só o melhor é melhor”, e eles entendem que precisam de muito mais para ser melhor. Não são revelados detalhes sobre a mudança do conteúdo, mas foi dito em “outros tipos de conteúdo” no serviço de streaming independente da HBO.

Muitas das mudanças não surpreendem, pois foram explicadas antes da compra ser concluída. E, pelo visto, são necessárias mesmo. Das gigantes do entretenimento, a HBO está muito abaixo nos números de investimento em comparação com Amazon e Netflix, e com os novos donos, uma injeção de investimentos não é algo tão absurdo assim.

Mesmo sem mencionar Netflix e Amazon, a comparação com os dois serviços é inevitável, já que pelas descrições é possível encontrar similaridades entre os modelos de negócios. É a HBO investindo mais dinheiro em produções próprias, ampliando o seu catálogo e querendo se estabelecer em um mercado global.

A grande pergunta que fica é em ver como esses planos se concretizam, e como isso tudo vai afetar a programação da HBO.

O tempo (como sempre) vai dizer.

 

Via NYT