cinquenta tons mais escuros

 

Como eu sobrevivi? Não faço a menor ideia.

Fato é que depois dos acontecimentos de Cinquenta Tons de Cinza (e de algumas confusões com E. L. James que entendeu que a versão final do filme não foi a mesma que ela aprovou… se bem que eu vi a versão sem cortes e não melhora muito…), temos a continuação, ou o filme baseado no segundo filme da saga, Cinquenta Tons Mais Escuros.

Confesso que ainda não me decidi se o segundo filme consegue ser pior que o primeiro. Devo chegar a alguma conclusão até o final do post. Fato é que as 2h10 do filme são uma verdadeira tortura. Bom, pelo menos há uma evolução na proposta geral da trama, se aprofundando em quem tem algum passado para contar: Christian Grey.

Sim, pois Anastasia mal tem mãe e padrasto, e sua história de vida só serve para ela existir na vida de Christian, para ele fazer dela a vadia sadô dele.

Após ser abandonado por Anna, o menino Christian tenta recuperá-la, mas dessa vez, aceitando as regras dela. Não dá para saber se ele de novo está dando corda para a menina se enforcar. Tudo indica que não. De qualquer forma, o joguinho fetichista dos dois continua, com um pouco mais de animação, já que qualquer motivo é motivo para ela ser acorrentada, amarrada ou qualquer outra coisa que a deixe imóvel para que ele possa extravasar seus desejos.

Porém, a tentativa de Christian em ser um moço direito, responsável e com namorada OFICIAL, PRA VALER, DE VERDADE, NA FRENTE DE TODO MUNDO gera efeitos colaterais. Para os dois. Porque a inveja é uma merda.

Isso, e porque Christian tem um passado muito mais depravado, onde até a famosa melhor amiga da mãe dele (que brincou de madrasta malvada com o pequeno Grey) e uma das submissas do moço reaparecem para atormentar a vida do casal.

Fato é que: entre uma tentativa de estupro, um vandalismo contra propriedade particular e um helicóptero caindo, Anastasia e Christian transaram algumas vezes. E fico feliz que, nesse filme, Christian FINALMENTE tenha aprendido o que é fazer sexo oral em Anna.

 

 

Veja bem: não estou aqui afirmando que a trama geral de Cinquenta Tons Mais Escuros é muito melhor que a de Cinquenta Tons de Cinza. Só estou dizendo que, pelo menos dessa vez, não temos uma história absolutamente vazia, onde passamos um filme inteiro na ensebação de Anastasia em topar ou não o tal contrato de Christian…. que no final das contas não serviu para nada, já que eles finalmente entendem que o tipo de relacionamento que eles tinahm implicava em não ter regras no sexo.

Aliás, qualquer relacionamento normal segue a regra do “entre quatro paredes vale tudo, desde que seja bom para os dois”. E não em um monte de cláusulas absurdas no papel.

Mesmo assim, o filme é bem fraco de argumentos. O fato de tudo começar a dar errado para o novo casal assim que eles se assumem como um casal não deixa as coisas mais interessantes. Podem deixar mais intensas entre Christian e Anna, mas igualmente sonolentas como foram no primeiro filme.

Tudo bem, já entendemos que Christian é meio perturbado, e que tem muita gente querendo a cabeça dele por causa dos seus relacionamentos pregressos. Mas… vamos avançar além disso? É claro que não, pois tudo é muito raso. Até mesmo a Sra. Robinson (sim, a referência ao filme A Primeira Noite de Um Homem é direta) é bem fútil. Ela só aparece para zicar Anastasia e para apanhar da mamãe Grey.

Tomara que ela volte. Kathleen Turner está uma coroa muito gata!

 

 

Fora isso, temos mais um episódio de Gossip Girl com duas horas de duração. A estrutura narrativa é a mesma, o roteiro fraco é o mesmo, as futilidades dos protagonistas também. Ao menos o segundo filme prepara para o desfecho da trilogia.

Agora, tem um detalhe importante: se o filme que estreou esse ano contou com a supervisão de E. L. James, é sinal que a autora dos livros mentiu para todo mundo quando deu chilique após o lançamento do primeiro filme, ao afirmar que “aquele não foi o filme que eu aprovei”.

Minha filha… a versão sem corte de Cinquenta Tons de Cinza já é ruim! E Cinquenta Tons Mais Escuros é a prova que seu dedo é bem podre para o cinema (e para a literatura também, já que o livro em si é uma bomba).

Mas tem gente que vai curtir. Fazer o que, não é mesmo?