OK, eu me rendo. Apesar de entender que todo o lado mais polêmico/excêntrico da vida de Freddie Mercury foi deixado de lado (para deixar o filme mais ‘family friend’), Bohemian Rhapsody caiu no gosto dos fãs de cinema (e dos fãs do Queen, que é o mais importante), se tornando o biopic musical com maior bilheteria da história do cinema, com US$ 609 milhões arrecadados em apenas dois meses.

Esse filme precisou de mais de uma década para o seu desenvolvimento, com trocas de atores e diretores constantes, inclusive durante as filmagens (Dexter Fletcher substituiu Bryan Singer, que foi despedido durante o processo). Com tantos problemas, o filme protagonizado por Rami Malek custou US$ 52 milhões.

Ou seja, esse sucesso todo é uma vitória para a produção.

 

 

Bohemian Rhapsody tem vários recordes relevantes

Bohemian Rhapsody superou com sobras outros biopics musicais muito populares, mas a notícia só apareceu nessa semana, quando o longa deixou para trás os US$ 174 milhões de O Rei do Show no mercado norte-americano (domestic box office). Agora que o filme possui o recorde nos EUA, ele se torna “oficial” em Hollywood. Muito provavelmente deve também ter superado os números globais como filme recordista dentro do segmento musical, título que antes pertencia à Mamma Mia.

Ao sucesso comercial de Bohemian Rhapsody, precisamos somar as indicações que o longa está recebendo na temporada de premiações. Deve receber ao menos a indicação de Melhor Ator, onde Rami Malek é o favorito para ficar com a estatueta. Nesse momento, o longa tem duas indicações ao Globo de Ouro (Melhor Filme Drama e Melhor Ator em Drama) e duas indicações no SAG Awards (Melhor Elenco e Melhor Ator).

Por fim, vale a pena destacar que o sucesso do filme ajudou a recuperar o interesse das pessoas pelas grandes canções do Queen, especialmente no caso da música que dá título ao filme, que se transformou na canção do século XX mais escutada na internet.

Não é pouca coisa, senhoras e senhores. E é por isso que eu me rendo ao óbvio. Bohemian Rhapsody é mesmo isso tudo que vocês estão falando. Não vou mais contestar as claras manifestações de popularidade que o coletivo apresenta diante de uma obra audiovisual.