Com dezembro quase chegando ao fim e 2019 batendo na porta, seguimos revisando os melhores de 2018. Dessa vez, selecionamos as séries que você não pode perder de jeito nenhum, cujas temporadas foram exibidas entre 1 de janeiro e 31 de dezembro de 2018. Contamos tanto com séries novos como temporadas de séries que gostamos muito.

 

American Vandal – Temporada 2: um absurdo cancelarem uma série que zoa os procedurais investigativos com um plot tão maravilhoso como esse de fazer todo mundo c*g*r na escola. A-BE-SUR-DO!

Atlanta: Robbin’ Season: uma série diferente, com cada episódio bem diferente do outro. É Donald Glover sempre querendo contar de forma diferente histórias de todos os tipos. Muito madura e inovadora.

Barry: tudo em Barry é hilariante, mas ao mesmo tempo ela guarda um componente emocional e psicológico que a torna ainda mais interessante. Bill Hader dá um show como protagonista.

Big Mouth – Temporada 2: em 2017, a Netflix abalou as estruturas com a comédia adulta que faz uma desconcertante radiografia do despertar sexual do ser humano. E a segunda temporada foi ainda mais selvagem e inteligente. Sim, minha gente… existe vida depois das produções de Seth McFarlane.

Bodyguard: uma grande história de conspiração que acerta em cheio ao mostrar um plano de traição emocional que encobre a trama criminal. E isso, apesar do enredo romântico que o roteiro impõe.

Bojack Horseman – Temporada 5: uma série que segue evoluindo, sem medo de tratar de temas delicados com uma desenvoltura inquestionável, gerenciando bem as emoções do espectador com uma combinação que poderia ser indigesta, mas que acaba espetacular.

Counterpart: se vale pela psicologia dos personagens, a relevância das decisões tomadas na vida e por comprovar que poderia ter acontecido se nossas ações fossem diferentes. E o espectador imerge nesse efeito espelho de forma profunda.

The Handmaid’s Tale – Temporada 2: um terremoto de emoções e situações, onde o nível de violência e sadismo aumentou. Às vezes desagradável, às vezes deprimente e com certa irregularidade. Mas é uma das poucas séries com roteiro tão bom e interpretação tão delicada.

GLOW – Temporada 2: recupera todas as virtudes da primeira temporada, e expande a história de forma impecável, dedicando tempo tanto aos personagens como aos fatos que elas precisam enfrentar de forma bem fluída.

Sharp Objects: os demais episódios não preservam o nível do piloto, pois a investigação não mantém o interesse de forma consistente. Mas temos um personagem inesquecível em um cenário muito bem cuidado. Muito bem recomendada.

Kidding: o tom amargo da série é perfeitamente sustentado por Jim Carrey e um ótimo elenco secundário, entregando um equilíbrio muito interessante entre a frivolidade e a ternura. E o tema abordado pela série é muito interessante.

Killing Eve: uma série soberba, com personagens impactantes, diálogos afinados e um roteiro que combina ação e humor de forma plena. Uma das grandes séries novas da temporada. Simplesmente sensacional.

Legion – Temporada 2: uma ótima notícia para os fãs de séries de heróis e de fantasia. Mesmo sendo uma série dramática, não deixa de ser muito divertida e elegante. Espero que se encerre de forma tão memorável quanto os dois finais de temporada vistos até agora.

Maniac: apesar da irregularidade, é a celebração do excêntrico e uma imersão subjetiva na instabilidade mental. É estimulante, diferente e ocasionalmente brilhante.

The Good Place – Temporadas 2 e 3: uma série que se atreve a reter o espectador mas sem se esquecer que é preciso entretê-lo. Se seguir mantendo o nível (e ainda pode melhorar), teremos uma série estupenda no futuro.

Wild Wild Country: um povo querendo se desintegrar, a inesperada implicação de um dos fundadores da Nike, uma invasão de vagabundos e um ataque bacteriológico são alguns dos apelos de uma série que passa voando. Uma série documental viciante.