os últimos jedi

Luke Skywalker jogando fora o sabre de luz? Que heresia!

Li coisas desse tipo daqueles que não ficaram contentes com Os Últimos Jedi. Aliás, tem muita gente por aí reclamando das escolhas criativas e conceituais que o filme de Rian Johnson assumiu para contar uma história que, ao meu ver, é marcado pelas mudanças.

Algumas mudanças sensíveis, por sinal.

Sobre Luke, é preciso lembrar aos mais novos que a vida de QUALQUER PESSOA pode mudar de forma profunda em mais de 30 anos. Tanta coisa acontece, que posso afirmar, sem medo de errar, que não seremos a mesma pessoa de hoje daqui a 30 anos.

É importante lembrar também que Luke Skywalker deixou a posição de herói de O Retorno de Jedi para ser um mestre Jedi em Os Últimos Jedi. E um mestre com várias frustrações, medos e culpas.

Medos que acompanharam a jornada do herói Luke Skywalker. Que enfrentou esses medos para lutar contra Darth Vader dentro da nave dele. A jornada de Luke mostrou sim a caminhada do herói e sua evolução. Mas ele tinha medo.

Medo que ele voltou a ter durante o treinamento de Ben Solo, que naturalmente era uma força ainda maior. Pois se tem uma coisa que a nova franquia Star Wars mostra bem é a importância do novo para resolver um conflito em curso.

Kylo Ren e Rey são os únicos agora capazes de resolver tudo, e o farão decididos do que podem ou devem fazer.

Entendo que algumas situações criadas no filme foram muletas narrativas, até mesmo para enfatizar esse senso de urgência presente em todos os envolvidos.

Mesmo assim, considero um filme com mais acertos do que erros. Como produto de entretenimento, é o melhor filme do ano. E as quebras de regras e rupturas de arquétipos de personagens (especialmente no caso de Luke Skywalker) são sim bem vindas, para mostrar que tudo nessa vida muda.

Aliás, tudo pode e deve mudar. Pois a evolução se faz nas mudanças.

Pensem nisso. Quem sabe podemos conversar sobre tais conceitos em uma oportunidade futura.