Uma designer gráfica de 21 anos apostou em uma mudança de perspectiva nas capas das revistas da DC Comics e da Marvel. Ela se deu conta que o simbolismo dos desenhos era altamente sexista, e modificou as artes para ilustrar o problema.

Por exemplo: She-Hulk é uma heroína criada pela Marvel Comics, que apareceu pela primeira vez em 1980. E, apesar do seu grande poder, ele não era mostrado de forma clara em uma capa de 1991.

A imagem que ilustra esse post mostra a personagem em pose sedutora e trajes mínimos, com curvas marcadamente acentuadas. Então, Shreya Arora decidiu redesenhar os principais super-heróis homens da Marvel com a linguagem corporal tipicamente feminina, e os resultados são evidentes.

Para o Hulk, a representação visual é centrada na força. Para a She-Hulk, a ênfase é na sexualidade.

 

 

De um modo geral, os quadrinhos são desenhados para que os homens aproveitem da experiência. E tal descrição visual para as mulheres heroínas existe por conta de um círculo vicioso. As empresas decidem sobre um mercado objetivo e específico, e usam tal visão como motivo para seguir com o mesmo processo de criação de conteúdo.

A proposta de Shreya apenas ilustra um problema que está em outros segmentos do entretenimento, e cada um deles busca, à sua maneira, remediar ou resolver a questão.

 

 

No caso dos comics em particular, não foram poucas as vezes que vi manifestações misóginas de alguns seres que se auto denominam “nerds” (e não são poucos, porque tem muito nerd filho da puta nesse mundo), que entendem que possuem o legítimo direito de tratar as mulheres como raças inferiores.

É interessante ver como o mundo está mudando, e como é possível encontrar vozes com discurso contrário, com consciência da real raiz do problema, e capacidade de apontar o dedo exatamente para onde o problema acontece.

Por fim, o fato de tal visão ser aplicada aos quadrinhos por décadas não quer dizer que não podemos mudar tudo. Hoje, tal entendimento do papel da mulher dentro do universo do entretenimento não é algo aceitável para muita gente, e esse é um sinal claro de evolução que precisamos aproveitar para adotar em nossa vida prática.

 

 

Por um mundo onde uma heroína não precisa usar uma tanguinha para mostrar que é forte. Mesmo porque temos a Viúva Negra mostrando sua força e devidamente vestida na maior parte do tempo.

 

Via BBC