Daqui até o dia 26 de abril de 2018, data de estreia de Vingadores: Guerra Infinita, vamos revisar todos os filmes da Marvel Cinematic Universe, em reviews semanais (em alguns casos, dois por semana). Nosso objetivo é apresentar toda a caminhada até aqui.

Provavelmente minha perspectiva sobre os filmes será diferente daquelas que tive quando escrevi os reviews no calor da emoção. Em alguns casos, os filmes não tiveram review, porque o SpinOff.com.br ainda não existia, ou porque não fazíamos a cobertura do conteúdo de cinema que fazemos hoje.

Desse modo, uma nova série de posts nasce no blog, como aquecimento para um dos maiores eventos do cinema em 2018.

 

 

Vingadores: Era de Ultron (2015)

 

 

É curioso como a segunda impressão nem sempre é a melhor que temos. Pela primeira vez durante essa maratona em preparação para a Guerra Infinita, eu entendo que um filme da Marvel era melhor na minha cabeça do que a impressão que tenho do resultado final ao assistir pela segunda vez.

E foi acontecer justamente com Vingadores: Era de Ultron.

Quero deixar bem claro que eu gosto desse filme, e até consigo compreender quais são os caminhos que Joss Whedon busca com o longa. Algumas escolhas são muito bem definidas, ainda mais depois que todos os fãs estão com a consciência do que são as tais Joias do Infinito, que foram apresentadas oficialmente em Os Guardiões da Galáxia. Logo, parte dos acontecimentos giram em torno dessa pedra, com consequências imediatas e a médio/longo prazo para todo esse universo criado pela MCU.

Também entendo que o filme praticamente serve como ‘prequel’ de Capitão América: Guerra Civil, que é muito melhor resolvido na sua trama. A divisão dos Vingadores efetivamente começa quando Tony Stark resolve tomar decisões sem comunicar os demais. Levando em conta que Hulk vai procurar entender o que acontecerá com Asgard (o que também está diretamente relacionado às inciativas de Thanos, mesmo que indiretamente) e Hulk toma destino ignorado (para se reencontrar com Thor lá na frente), todos os demais ficam para entrar na porrada depois.

Porém, quando Vingadores: Era de Ultron decide ser um filme que vai explorar de forma mais profunda as diferentes personalidades dos seus protagonistas, reforçando suas interconexões pessoais, ele o faz com uma obrigatória quebra de ritmo que deixam os eventos um pouco desorganizados.

A perda de senso de urgência para reforçar a necessidade de união do time faz com que a história perca um pouco de sua narrativa mais vibrante. É claro que o filme compensa tudo isso no seu terceiro ato (e, mesmo assim, com uma solução de gosto duvidoso), mas não seria surpresa se alguém decidisse dormir ou desistir do filme quando a lenga-lenga da família do Clint Barton começa.

Tal passagem só serve para efetivamente acirrar os ânimos entre Steve Rogers e Tony Stark, como um ‘esquenta’ para a Guerra Civil. E nada mais.

 

 

Do mais, é um filme que me agrada, mas ao rever, ele não me empolgou. É preciso sim entrar em um mundo muito mais mágico para aceitar as soluções mirabolantes para a resolução do conflito principal em Sokóvia. Mesmo assim, isso não me incomodou tanto quanto a falta de pegada que a narrativa entrega em determinado momento.

É um filme que cumpre os padrões da Marvel, mas não empolga como Os Vingadores e Capitão América: O Soldado Invernal. Me arrisco a dizer que perdeu até mesmo para Os Guardiões da Galáxia, mas aí eu poderia correr o risco de exagerar na avaliação. O filme dos Guardiões é muito diferente de qualquer coisa que a Marvel fez e, só por isso, nossa avaliação acaba sendo afetada.

O último filme da Fase 2 da MCU é Homem-Formiga. Uma grata surpresa para mim. Confesso que não esperava nada, e voltei com muita coisa boa na mente e no coração.