Daqui até o dia 26 de abril de 2018, data de estreia de Vingadores: Guerra Infinita, vamos revisar todos os filmes da Marvel Cinematic Universe, em reviews semanais (em alguns casos, dois por semana). Nosso objetivo é apresentar toda a caminhada até aqui.

Provavelmente minha perspectiva sobre os filmes será diferente daquelas que tive quando escrevi os reviews no calor da emoção. Em alguns casos, os filmes não tiveram review, porque o SpinOff.com.br ainda não existia, ou porque não fazíamos a cobertura do conteúdo de cinema que fazemos hoje.

Desse modo, uma nova série de posts nasce no blog, como aquecimento para um dos maiores eventos do cinema em 2018.

 

 

Thor: O Mundo Sombrio (2013)

 

 

O primeiro filme 100% Marvel mostrou que os padrões estavam estabelecidos, e que eles sabiam o que queriam fazer.

Thor: O Mundo Sombrio é um verdadeiro espetáculo audiovisual, e tecnicamente muito melhor que o primeiro filme. Sua história, um pouco mais complexa (o que é natural, pois o personagem não precisava ser apresentado, mas sim o enredo principal da história), tem vários plot twists, o que é muito positivo em uma produção desse calibre. Sem falar no desenvolvimento dos personagens principais e adjacentes.

Até mesmo Jane Foster, que não consegue segurar a onda de ser um dos temas principais da trama, consegue ir razoavelmente bem (apesar de eu nunca ter empatia por essa personagem). É ótimo ver que Thor e Loki evoluíram nas suas respectivas personalidades, e que boa parte do filme se baseia nessa dualidade, que será importante para os dois no futuro.

Como disse antes, esse é um filme que estabelece o que a Marvel Studios faria daqui para frente. Sem ter nenhum outro estúdio como parceira e assumindo o controle completo de todo o processo, temos aqui um filme que é a cara da MCU em todos os sentidos. Os detalhes da produção são tão bem cuidados, que você realmente se envolve com tod a atmosfera proposta pelo filme.

O filme é um acerto, mesmo com os primeiros 30 minutos relativamente mais mornos. Ele apresenta bem a trama que vai desenvolver, para depois entrar em sua história de forma mais consistente. As viradas de argumento são bem pensadas e relativamente bem resolvidas, e até a traição de Thor à Odin acaba se resolvendo bem, com um ótimo plot twist no final.

Thor: O Mundo Sombrio apresenta uma história melhor estruturada que o primeiro filme. Explora melhor os personagens secundários, o que abriu a margem para se criar uma empatia maior ao universo de Asgard. Isso faz com que o filme ganhe corpo, tornando a experiência por um todo muito divertida.

Temos aqui mais uma prova de maturidade da Marvel no cinema. Como “estreia” (de novo: primeiro filme que a Marvel Studios trabalha sem outro grande estúdio como parceira), eles mandaram muito bem. Em todos os sentidos. Sem falar que faz um favor ao introduzir, mesmo que de forma breve, o universo de Os Guardiões da Galáxia, um dos filmes mais arriscados da MCU nesses 10 anos.

Próxima parada: Capitão América: O Soldado Invernal. Para muitos, esse é considerado o melhor filme da MCU nesses 10 anos. Não posso deixar de concordar em partes com essa afirmação. É um filme tão bom e tão diferente de tudo o que a Marvel havia apresentado até então, que efetivamente marca uma quebra de paradigma na forma de como eles contam suas histórias.

Um filme singular. Um ponto fora da curva.