thor

Daqui até o dia 26 de abril de 2018, data de estreia de Vingadores: Guerra Infinita, vamos revisar todos os filmes da Marvel Cinematic Universe, em reviews semanais (em alguns casos, dois por semana). Nosso objetivo é apresentar toda a caminhada até aqui.

Provavelmente minha perspectiva sobre os filmes será diferente daquelas que tive quando escrevi os reviews no calor da emoção. Em alguns casos, os filmes não tiveram review, porque o SpinOff.com.br ainda não existia, ou porque não fazíamos a cobertura do conteúdo de cinema que fazemos hoje.

Desse modo, uma nova série de posts nasce no blog, como aquecimento para um dos maiores eventos do cinema em 2018.

 

 

Thor (2011)

 

 

Thor é o primeiro filme que mostra que a Marvel Studios fez o seu ajuste fino, mostrando como seria o tom daqui para frente. É o que mais abusa dos efeitos visuais, mas sem deixar de lado o compromisso de narrar uma história que apresente o personagem para o grande público de forma consistente.

E esse filme consegue apresentar o se protagonista com consistência. Mesmo a coisa mais chata desse filme (Jane Foster) consegue ter o seu destaque. Sim, amigos… vendo esse filme de novo me faz crer que a tentativa de química dela com Thor até que foi interessante, mas não justifica muito o seu retorno por ela no segundo filme, e ajuda a explicar o seu desaparecimento no terceiro filme com o herói.

Mesmo assim, o filme funciona, e muito bem. É a base do arco principal de Os Vingadores, mas antes disso conta toda a mitologia do Deus do Trovão de forma muito objetiva e clara. Qualquer um entende as aspirações dos principais personagens, sem maiores traumas ou complicações.

Nesse filme, fica estabelecida a maravilhosa relação de amor e ódio entre Thor e Loki, que tanto amamos acompanhar ao longo dos filmes da saga. A química entre os dois é perfeita. É uma pena que estamos nos aproximando inevitavelmente do ponto de separação entre os dois. Mas as cenas com os dois personagens sempre rendem muito.

 

 

Thor é, definitivamente, o melhor filme da Marvel Cinematic Universe até esse momento. Não falo apenas da riqueza visual, com vários efeitos visuais muito bem feitos e detalhados, mas no já destacado roteiro, que apresenta o personagem central ao grande público com competência, apresentando principalmente a sua personalidade arrogante, bem humorada e com grande coração guerreiro.

Tem ação na medida certa, não perde o ritmo, equilibra o humor e a seriedade da trama central de forma adequada, e consegue apresentar soluções consistentes. Não é um filme que se perde na sua narrativa, e entrega uma parte final onde invariavelmente nos envolvemos com os acontecimentos apresentados.

Aqui, a Marvel Studios se encontrou. Encontrou o caminho a seguir, e sabe exatamente o que fazer nos próximos filmes para seguir levando uma legião de fãs nos cinemas. É o primeiro filme da MCU com cara MESMO de filme da MCU. Não que os filmes anteriores trabalhavam como balão de ensaio para o futuro. Porém, esse aqui está redondo. Tem a cara do futuro desse universo, e foi o estopim para impulsionar uma legião de fãs para os próximos filmes.

A sequência dessa manutenção do ‘jeito Marvel de fazer filmes de heróis’ fica por conta de Capitão América, o último antes do grande encontro desses heróis.