Daqui até o dia 26 de abril de 2018, data de estreia de Vingadores: Guerra Infinita, vamos revisar todos os filmes da Marvel Cinematic Universe, em reviews semanais (em alguns casos, dois por semana). Nosso objetivo é apresentar toda a caminhada até aqui.

Provavelmente minha perspectiva sobre os filmes será diferente daquelas que tive quando escrevi os reviews no calor da emoção. Em alguns casos, os filmes não tiveram review, porque o SpinOff.com.br ainda não existia, ou porque não fazíamos a cobertura do conteúdo de cinema que fazemos hoje.

Desse modo, uma nova série de posts nasce no blog, como aquecimento para um dos maiores eventos do cinema em 2018.

 

 

Os Guardiões da Galáxia (2014)

 

 

E Guerra Infinita começou nesse filme.

Os Guardiões da Galáxia, considerado um risco enorme para a Marvel, foi uma grata surpresa. E, revendo esse filme, constatamos que foi aqui efetivamente que os primeiros movimentos para a chamada Guerra Infinita foram executados.

Apesar de já conhecermos pelo menos duas delas, é nesse filme que as tais Jóias do Infinito são mencionadas claramente pela primeira vez, explicando claramente o seu poder destrutivo, e porque elas precisavam ficar separadas e longe das mãos de seres considerados “insignificantes”. Até porque Loki e Ronan são similares: seres com ego inflado, insubordinados, cientes dos poderes das joias, mas incompetentes para dominar tais poderes.

É em Os Guardiões da Galáxia que vemos os primeiros inimigos claros de Thanos. Conhecemos Gamora, sua filha adotiva, e suas motivações para pará-lo. Nebulosa também é apresentada, mas cria mais ênfase na sua rivalidade com sua meia irmã. E tal dinâmica se tornaria mais complexa e pessoal no segundo filme da franquia.

E é em Os Guardiões da Galáxia que Thanos dá os seus primeiros passos efetivos para obter todas as Jóias do Infinito. Aliás, é aqui que temos uma noção exata do que ele é capaz, e até onde ele pode ir para obter esse poder que pode destruir metade do Universo que conhecemos.

Mas a coisa mais importante desse filme é apresentar um grupo novo de personagens que funciona muito bem, por um único motivo: as diferentes personalidades de seus protagonistas. É a química perfeita entre heróis nitidamente contrastantes, mas similarmente carismáticos.

É um filme que alterna momentos cômicos com a seriedade da situação de evitar que o Universo seja destruído, em um ritmo que não cansa em nenhum momento. É um filme até leve, que trabalha bem com o conceito de ficção e aventura, com ótimas cenas de ação, e com um texto bem pensado nos diferentes públicos.

Consegue apresentar os seus personagens com uma eficiência acima da média. Qualquer pessoa rapidamente consegue identificar e se identificar com os nossos protagonistas. E o ritmo do filme é adornado por uma trilha sonora simplesmente espetacular, criando uma conexão emocional do filme com a sua audiência, que sai do cinema desesperado para baixar essa trilha sonora no seu smartphone.

Os Guardiões da Galáxia é um filme que funciona muito bem. Tão bem, que é o filme que dá gosto de assistir por três ou quatro vezes. É diversão garantida para a maioria, e que me surpreendeu positivamente pelos resultados finais.

Confesso que, dentro da minha ignorância, eu não achava que um filme com esses personagens pudesse funcionar nos cinemas. Funcionou tão bem, que eu passei a adorar esse time de heróis.

E… quando todos pensavam que Thanos iria atrás de uma vez por todas das ouras jóias… ele decidiu esperar. Muita coisa estaria por vir. Uma delas era a divisão dos heróis na Terra.

Mas antes, viria a Era de Ultron. O ponto central dessa divisão.

E, por isso, temos Vingadores 2. A seguir.