O incrível hulk

Daqui até o dia 26 de abril de 2018, data de estreia de Vingadores: Guerra Infinita, vamos revisar todos os filmes da Marvel Cinematic Universe, em reviews semanais (em alguns casos, dois por semana). Nosso objetivo é apresentar toda a caminhada até aqui.

Provavelmente minha perspectiva sobre os filmes será diferente daquelas que tive quando escrevi os reviews no calor da emoção. Em alguns casos, os filmes não tiveram review, porque o SpinOff.com.br ainda não existia, ou porque não fazíamos a cobertura do conteúdo de cinema que fazemos hoje.

Desse modo, uma nova série de posts nasce no blog, como aquecimento para um dos maiores eventos do cinema em 2018.

 

 

O Incrível Hulk (2008)

 

O segundo filme da Fase 1 da Marvel Cinematic Universe é, talvez, o pior de todos. Se não, um dos piores. Quase colocou tudo a perder, literalmente. Porém, revendo O Incrível Hulk, tendo a ser mais generoso com uma eventual nota final ao longa, apesar de detectar os mesmos problemas.

Basicamente, temos o filme que reapresenta Hulk e Bruce Banner ao mundo. Não apenas pela ideia de fazer com que todos se esqueçam do filme protagonizado por Eric Bana, mas para alinhar a narrativa do novo filme aos planos da MCU, pensando sempre no seu ponto final: Os Vingadores.

O filme mostra também como a Stark Industries está totalmente envolvida com o que viria a ser o tal Projeto Vingadores da SHIELD, mas que até mesmo o clã dos Stark poderia ser passado para trás por muita gente, e não apenas pelos seus sócios. Afinal de contas, o Exército dos EUA reativou o projeto do ‘super soldado’ utilizando a tecnologia desenvolvida por Howard Stark, sem autorização de Tony Stark, apenas clonando o conceito e mexendo em umas coisas, aqui e ali. Acreditando que iria dar certo.

E, é claro, não dá certo.

O filme tem sim problemas. Vários. Talvez o mais grave deles é a falta de carisma de todo o elenco. É impressionante como estamos diante de um grupo de atores que não conseguem transmitir (quase) nada dentro da proposta de emocionar ou sensibilizar o público diante da história proposta.

Muita gente pode considerar Edward Norton um grande ator. Já eu acho que ele é o chato da vida real o tempo todo. E, definitivamente, não convence como Bruce Banner. A prova disso é que ele foi substituído pelo competente Mark Ruffalo, e não apenas pelas divergências criativas e temperamento difícil de se lidar, mas também porque ele foi fraco no desempenho do seu personagem central.

Mas no passado, eu colocava a culpa apenas em Norton na parte do elenco. Ao rever o filme, eu distribuo a culpa em todos os demais. Especialmente em Liv Tyler, que nunca foi considerada boa atriz por muita gente, mas em O Incrível Hulk ela está péssima. E o restante do elenco não ajuda. Mesmo.

 

 

Em um roteiro que não peca tanto na sua lógica narrativa (apesar de erros absurdos na brincadeira de gato e rato criada propositalmente para se desenvolver uma história que poderia ser resolvida muito bem em menos tempo), temos nesse filme momentos em que seu ritmo simplesmente despenca, deixando o mesmo desinteressante e quase sonolento. Seu humor é inexistente, e aqui fica claro que temos uma Marvel ainda meio perdida, tentando encontrar o seu ritmo de filme, algo que só aconteceria em Homem de Ferro 2, o próximo filme dessa saga.

Até mesmo as técnicas de efeitos visuais deixam um pouco a desejar, mas aqui eu posso dar um desconto. Para 2008, é um filme bem produzido sim, apesar de entender que o Hulk que reaparece em Os Vingadores é bem mais convincente que o monstro apresentado nesse filme. Mas os efeitos não entram como ponto negativo nessa dissertação.

De qualquer forma, O Incrível Hulk tem sua relevância na Marvel Cinematic Universe. Reforça a ideia que Tony Stark é, pelo menos nesse primeiro momento, o eixo central da grande história a ser criada. Planta a ideia que o Exército dos EUA mais atrapalha do que ajuda. E cria pontos de conexão direta com Steve Rodgers, outro Vingador que veremos mais adiante.

E o que aprendemos com esse filme? Que o inimigo do Hulk não tem pinto. Perceberam? Bruce Banner precisa do bermudão roxo super elástico, enquanto que Emil Blonsky/Abominável (Tim Roth), fica simplesmente peladão depois de sua transformação… e tem seu órgão genital sumariamente atrofiado após a conclusão do experimento. Um triste fim para esse pobre homem.

Próximo filme: Homem de Ferro 2. Graças a Deus!