Daqui até o dia 26 de abril de 2018, data de estreia de Vingadores: Guerra Infinita, vamos revisar todos os filmes da Marvel Cinematic Universe, em reviews semanais (em alguns casos, dois por semana). Nosso objetivo é apresentar toda a caminhada até aqui.

Provavelmente minha perspectiva sobre os filmes será diferente daquelas que tive quando escrevi os reviews no calor da emoção. Em alguns casos, os filmes não tiveram review, porque o SpinOff.com.br ainda não existia, ou porque não fazíamos a cobertura do conteúdo de cinema que fazemos hoje.

Desse modo, uma nova série de posts nasce no blog, como aquecimento para um dos maiores eventos do cinema em 2018.

 

 

Homem de Ferro 3 (2013)

 

 

É… não é o melhor filme que você verá da Marvel Cinematic Universe. Mas é o que temos para encerrar a saga solo de Tony Stark.

Bom, em partes.

Homem de Ferro 3 é, definitivamente, o mais fraco dos três filmes desse herói. Mas discordo quando dizem que ele é um filme terrível. Ele pode ser muito abaixo em comparação com o segundo e principalmente com o primeiro filme do personagem, mas ainda assim é algo assistível.

Eu diria que é o típico caso de “uma ideia interessante mal executada”. É uma ideia interessante dar um ar de continuidade aos acontecimentos de Os Vingadores, especialmente no que se refere ao perfil psicológico de Tony Stark. Ele foi o mais afetado por tudo o que aconteceu, e mostrar as consequências disso é algo interessante de se ver. Ajuda a humanizar o personagem.

Entendo também a ideia de mostrar a sua jornada de redescobrimento e reinvenção. Toda a proposta é pensada no objetivo final de apresentar um novo homem. Alguém cujos acontecimentos mudaram não apenas o propósito de vida, mas o seu eu interior, se tornando assim alguém melhor nos aspectos morais e psicológicos. Um Tony Stark mais forte, com ou sem a armadura, basicamente.

Porém, a forma em como decidiram fazer isso é que foi o grande problema. É compreensível ver Tony Stark sem a armadura na maior parte do tempo, e com o senso de urgência de ter que se virar sozinho. Porém, isso deixou o filme arrastado e desinteressante na maior parte do tempo.

Já que, na maior parte do tempo, ele passa surtando por conta dos traumas que ficaram após a batalha de Nova York, e investigando em como derrotar um Mandarim que não é o principal vilão do filme. As resoluções para os conflitos apresentados não funciona, e a interação com o menininho (que é a conexão de Stark com o seu eu de geek fuçador que ele sempre teve) é pouco explorada.

O que mais dói nisso tudo é o último arco do filme, onde os conflitos são resolvidos. Algumas soluções são esdrúxulas e absurdas demais para que se importe muito com os eventos apresentados. E olha que nem estou falando do arsenal de armaduras atacando no final do filme.

Falo de Pepper Potts, com poderes, resolvendo a situação de uma vez por todas. Algo absolutamente desnecessário, e até constrangedor em alguns casos.

No final das contas, reconheço depois de anos que Homem de Ferro 3 realmente fica abaixo do que poderia ser, ou daquilo que se propôs a ser. Robert Downey Jr. até que ajuda a não deixar o longa cair na mediocridade absoluta, mas isso não é o suficiente para salvá-lo das críticas.

Mas como sou suspeito para falar, até que gostei de assistir novamente ao longa.

Polêmicas: quem não gosta delas?

O próximo da lista é Thor: O Mundo Sombrio. Um sucesso muito bem vindo para a Marvel, e que consolidou de vez o herói e o estilo de filmes que a MCU queria fazer.