Daqui até o dia 26 de abril de 2018, data de estreia de Vingadores: Guerra Infinita, vamos revisar todos os filmes da Marvel Cinematic Universe, em reviews semanais (em alguns casos, dois por semana). Nosso objetivo é apresentar toda a caminhada até aqui.

Provavelmente minha perspectiva sobre os filmes será diferente daquelas que tive quando escrevi os reviews no calor da emoção. Em alguns casos, os filmes não tiveram review, porque o SpinOff.com.br ainda não existia, ou porque não fazíamos a cobertura do conteúdo de cinema que fazemos hoje.

Desse modo, uma nova série de posts nasce no blog, como aquecimento para um dos maiores eventos do cinema em 2018.

 

 

Capitão América 2: O Soldado Invernal (2014)

 

 

Capitão América 2: O Soldado Invernal criou muitas expectativas antes do seu lançamento. Os dois filmes anteriores foram sucesso de bilheteria, mas com certas críticas sobre os resultados finais das histórias apresentadas.

Mas o que mais importava na época era que o universo de Steve Rogers seria radicalmente atualizado para o nosso tempo, avançando em dois anos dos eventos da Batalha de Nova York, e com o Capitão trabalhando para a S.H.I.E.L.D.

O resultado? O melhor filme da Marvel Cinematic Universe, para muitos. Muitos ficaram atônitos diante do thriller de ação e espionagem que testemunharam, com sequências infartantes, chegando a fazer sombra para tudo o que vimos em Os Vingadores (2012).

Capitão América 2: O Soldado Invernal é, basicamente, um filme de espionagem dos anos 70 maquiado em uma grande produção de super heróis. Algo parecido com o que foi feito no primeiro filme, mas que era ambientado na década de 1940, no auge da Segunda Guerra Mundial.

Esse filme é fundamental para o sucesso da Marvel Studios, pois abandona certos valores estabelecidos por Joss Whedon para abraçar uma forma de fazer cinema que nada tinha a ver com eles.

 

 

Com referências claras a filmes como Três Dias de Condor (1975) ou Marathon Man (1976), o longa entrega o tom de conspiração necessário, que é perfeito para um Capitão América que sempre esteve a frente do seu tempo.

Sem falar na homenagem a um gênero de filme que pouco pode ser encontrado no cinema atual. Esse é um dos maiores trunfos de Capitão América 2: O Soldado Invernal: superar a sua clara desvantagem de não contar com todo o apelo de visibilidade de Os Vingadores, centrando tudo em um herói.

E em um vilão.

OK, Capitão América tem a ajuda da Viúva Negra e do Falcão para resolver os conflitos. Mas considerando todo o terceiro ato do filme, fica claro que este filme é do Capitão América. E os irmãos Russo fizeram disso um espetáculo grandioso, dentro de suas possibilidades: apostando em um roteiro sóbrio (e soberbo), que não dá descanso ao espectador, com uma direção energética e espetacular, e um ritmo incrível.

Apesar de uma cena quebrar esse ritmo (quando Steve e Natasha descobrem o principal plot twist da trama), essa cena é tão importante que, por mais que freie a ação, ela precisa estar lá.

Mesmo porque, em compensação, o clímax do filme entrega ao espectador IMPRESSIONANTES 45 MINUTOS de ação pura, onde você não acredita no que está acontecendo, e aperta a poltrona do sofá de forma nervosa.

E era bem isso o que os irmãos Russo queriam de você.

 

 

A perseguição à Nick Fury, a fuga de Steve do Triskelion, e a sequência de cenas com narrativa clara e impecável. Tudo para dotar o espectador do que é preciso para toda a ação com coerência e racionalidade.

E, se tudo isso parece pouco para você (o que eu duvido), ainda temos o Soldado Invernal, um inimigo épico, visceral, intenso. Bucky Barnes não só está a altura do Capitão na presença física, mas adiciona o elemento emocional entre ele e Steve, que só deixa o arco ainda mais dramático.

Capitão América 2: O Soldado Invernal é um filme exemplar. Faz nossas mandíbulas ranger de nervoso, e todos nós vibramos muito mais do que a vibração da Batalha de Nova York. É um filme maiúsculo. Um filme de espiões simplesmente exemplar.