Hollywood não aprende. E, na era da morte da criatividade, os reboots e os remakes são a materialização dessa falta de aprendizado coletivo. É claro que ia dar ruim (para não escrever um palavrão em um texto de família) quando as primeiras imagens do remake live action de Aladdin se tornassem públicas.

É importante deixar claro que o principal problema das imagens não está no fato de Will Smith ser negro, mas sim no fato dele não ser um Gênio roxo, tal e como todos estavam acostumados. Se não bastasse para ele a missão mais do que ingrata/indigesta de substituir ao inesquecível Robin Williams no papel, agora tem que enfrentar essa barra de vida entregue de bandeja pelos fãs mais conservadores da história.

Pode até ser que o remake de Aladdin dirigido por Guy Ritchie (e muita gente sente arrepios quando ouve esse nome) resulte em um filme muito divertido, e sinceramente eu torço por isso. E nem me incomoda tanto o fato de Smith não ser roxo como no filme original. Eu tenho que levar em consideração que esta é uma releitura da história que já foi contada, e que o diretor tem todo o direito do mundo de repaginar a história, de acordo com a sua perspectiva.

 

 

Por outro lado, vivemos em uma era onde alguns fãs (não todos) mais conservadores estão chatos demais com as mudanças das histórias que eles já conheciam. Não vou discutir se eles estão com a razão ou não nesse momento, mas respeito o direito deles reclamarem que, pelo menos na primeira impressão, o filme pode brochar muita gente.

A polêmica está servida.

Entendo que, de todos os remakes, reboots e adaptações que Hollywood vai apresentar em 2019, Aladdin é o projeto que tem a menor empatia do público e da crítica. Mas antes de sair metralhando um filme que eu nem conheço, quero esperar pacientemente para obter mais informações.

Até lá, vamos ter que lidar com esse barulho todo.