Ter timing para fazer as coisas vale muita coisa nessa vida. Muita gente ficou surpresa com o resultado final de A Rede Social, filme escrito por Aaron Sorkin e dirigido por David Fincher. O filme recebeu ótimas críticas e vários prêmios (3 Oscars, incluindo Melhor Roteiro Adaptado), além de obter ótima bilheteria (US$ 224 milhões, US$ 184 a mais do que custou).

Então… por que não fazer uma parte 2 do filme?

Nove anos depois, Aaron Sorkin está pensando nisso, e acredita que este é o momento certo para o filme. Um dos produtores do longa de 2010, Scott Rudin, enviou e-mails para ele incentivando a seguir com a ideia adiante.

Alguns podem pensar que a história do primeiro filme, que fechou com o acordo judicial envolvendo o brasileiro Eduardo Saverin, é o bastante. Mas é quase impossível não concordar com Aaron Sorkin. Entre 2005 e 2018, tem muita coisa para contar. São tantos escândalos e polêmicas, que o segundo filme tem tudo para ser ainda mais interessante.

Tráfico de dados pessoais, a influência da Rússia nas eleições dos EUA, o insano interrogatório de Mark Zuckerberg para o Senado e toda a perda de popularidade pelos acontecimentos e declarações polêmicas sobre como o Facebook funciona. Sem falar nos conflitos pessoais que foram um dos destaques do primeiro filme.

Sem falar que, nesse momento, Jesse Eisenberg, Andrew Garfield e Armie Hammer formam um elenco muito poderoso.

Em sã consciência, temos que apoiar qualquer coisa que Aaron Sorkin quer fazer como roteirista (como diretor, Molly’s Game mostra que não podemos dar tanto crédito para ele por enquanto). Mas se Scott Rudin conseguir seguir em frente com o projeto, A Rede Social 2 deveria sim contar com David Fincher como diretor. Sem ele, nada feito.

Como viciado em tecnologia, e diante de tantos acontecimentos bombásticos envolvendo o Facebook, eu começo a jogar dinheiro na tela do meu notebook gritando pelo nome de Aaron Sorkin, e nada acontece. Eu quero esse filme para ontem!

 

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