É triste ver quando uma série que te fascinou se deteriorou de forma irrecuperável. Infelizmente, Arquivo X não soube se adaptar às exigências da nova geração, muito menos soube evoluir pensando no seu público original.

A recente temporada de Arquivo X teve o mesmo efeito que uma série sobre sucessos paranormais antes de Lost ou Black Mirror. A sensação que Chris Carter passa é que ele decidiu seguir as linhas mestres da série de J.J. Abrams mas sem entender.

O final da 11a temporada de Arquivo X entregou uma resolução pior do que a esperada. Os seguidores de Mulder e Scully sabe como ela é a série do ‘monstro da semana’, e que, de vez em quando, ela vai para as mitologias. É uma estrutura que funciona, mas que exige um certo esforço para não aborrecer demais ou abordar terrenos já explorados.

Aqui, três fatores podem ser observados: o primeiro é que Arquivo X superou os 200 episódios; o segundo é que, na sua época, ela foi imprescindível para os amantes do gênero; e que, em 2018, tanto público como crítica estão muito mais sofisticados.

Chris Carter tenta se atualizar sobre vários fenômenos, mas falha, inclusive ao imitar Black Mirror, se aproximando de algo que é um terreno mais familiar para a série.

Se os episódios ‘monstro da semana’ são desastrosos, os de mitologia, que em outros tempos aumentavam o interesse em temporadas fracas, são episódios sem pé nem cabeça. Parece que Chris Carter aprendeu o pior de Lost. Fecha as pontas, mas deixa a sensação que ele não tinha ideia do que fazer.

Sem falar no elenco pouco motivado. Um Duchovny que parecia que acabava de sair de casa, leu o roteiro, soltou suas frases e voltou para dormir. Anderson, por ser a protagonista e ter um contrato para cumprir, não demonstra vontade de seguir adiante.

De um modo geral, a 11a temporada de Arquivo X foi um desaste, e seus últimos episódios mostram como a série ficou obsoleta. Já foi boa. Agora, é ruim mesmo (nem medíocre consegue ser).

Antes tivessem deixado do jeito que estava.