Sabe aquele filme do tipo Sessão da Tarde, que você começa a assistir de forma despretensiosa, e vai ficando, ficando, ficando… e chega até o fim sem dor?

Então… é isso o que A Noite do Jogo foi para mim.

Eu levei um tempo para assistir esse filme por pura preguiça (e falta de tempo também), mas como eu estou tentando otimizar meu tempo em nome de minha saúde mental, tirei parte da tarde para assistir a esta comédia policial.

E, como assisti logo depois do almoço, este foi um ótimo teste para verificar a qualidade do filme em me prender. Aliás, é altamente recomendado você assistir a qualquer filme do seu interesse depois do almoço, pois o sono é uma ótima nota de corte.

Nesse caso, apesar de pestanejar algumas vezes, eu consegui chegar até o final.

 

 

O longa é centrado em um casal de amigos que se apaixonou e se casou em função de uma particularidade em comum: os vícios em jogos. Isso, e a grande competitividade que os dois compartilhavam com o mundo.

Tradicionalmente, eles reuniam os amigos para as noitadas de jogos, algo relativamente comum entre os norte-americanos… e entre os casais que não tem filhos, pois essa mamata acaba depois que as crianças nascem.

Porém, tudo se complica quando o irmão de um deles decide aparecer “do nada” e propõe um jogo novo e completamente inusitado: o sequestro “fake” dele mesmo, onde uma série de pistas levariam o grupo de amigos para o cativeiro onde ele estava “escondido”. O primeiro casal que encontrar a “vítima” leva o seu carro para casa.

Só tem um detalhe: a “vítima” nesse caso cometeu algumas besteiras no passado, e acaba sendo sequestrado de verdade. Os demais, que ainda acreditam que tudo não passa de um jogo armado por eles, vão atrás do cara, e se envolvem em uma intriga que vai marcar a vida deles para sempre.

 

 

A boa notícia de A Noite do Jogo é que ele é um filme que não tenta enganar você. Ele é, de forma simples e direta, um filme da Sessão da Tarde. Tem um enredo básico, uma premissa acessível, um roteiro que é até bem feito (digo, sem grandes pontas soltas) e um final bem previsível. Sem maiores surpresas.

Acho que o grande forte do filme é mesmo o seu elenco. Rachel McAdams e Jason Bateman funcionam bem juntos na tela, e Jesse Plemons (fazendo o esquisitão da vez, pois parece que ele só sabe interpretar esse tipo de papel) e o sempre carismático Kyle Chandler (saudades de Friday Night Lights…) agregam muito bem com seus personagens com características bem definidas.

Os diálogos non-sense acabam contribuindo pouco para a elaboração do filme, com algumas piadas bem pontuais funcionando. Porém, apesar das alternâncias e twists que o enredo apresenta, a conclusão do plot principal é óbvia demais para qualquer pessoa. E típica de um filme da Sessão da Tarde.

 

 

De qualquer forma, A Noite do Jogo é um filme que não cria traumas. Você pode assistir sem maiores problemas, desde que você não tenha nada para fazer no sábado a tarde ou sábado a noite, ou para quem curte mesmo essas comédias com ação pipoca e diversão.

Não é o filme que vai fazer você se arrepender em ficar 1h40 na frente da TV, mas é facilmente esquecível. Provavelmente você não vai se lembrar dele daqui a três meses ou menos.