claire underwood

Acabou a era Frank Underwood em House of Cards. Com todos os escândalos sexuais envolvendo Kevin Spacey, a Netflix tomou a decisão esperada por todas as pessoas de bom senso. Ou pelo menos a mais previsível para uma empresa que quer manter uma boa imagem diante dos seus assinantes.

Era uma situação insustentável apenas e tão somente pelo incidente de assédio sexual com um menor de idade. E se tornou irremediável quando os próprios funcionários (até onde sabemos oito membros da equipe de produção) envolvidos em House of Cards reforçaram as denúncias contra Spacey.

Ou seja, com a saída de Kevin Spacey, Frank Underwood é passado. Fatalmente vai morrer, já que no livro onde a série é baseada o personagem central da trama morre no final. De fato, só será antecipado esse evento, para que House of Cards receba uma sexta e última temporada para concluir a sua trama.

E muitos se perguntam se agora é a hora e a vez de Claire Underwood (Robin Wright) ganhar o merecido protagonismo na trama televisiva.

Muitos afirmam que isso já aconteceu (em partes) em temporadas anteriores, e que posicioná-la como a nova narradora dessa parte final da série é mais do que justo, além de ser altamente coerente com a história que foi contada até aqui.

Eu tendo a concordar com essa teoria. Digo mais: seria uma resposta perfeita que roteiristas e a própria Netflix daria para Hollywood em tempos onde a cultura do machismo e sexismo se mostra escancarada, com vários casos denunciados de abuso e assédio sexual. Seria uma forma de entregar para uma mulher o comando e a voz de liderança para dar esse recado claro do poder que a mulher possui (e sempre deveria ter).

O spin-off com o assistente de Frank é algo em desenvolvimento, mas pode ficar para um momento posterior. Nesse momento, a história de House of Cards precisa se centrar em Claire Underwood. É o melhor caminho a seguir.

E é o que boa parte dos fãs de House of Cards quer ver nesse momento.