Um drama procedural assinado por Ryan Murphy e Brad Falchauck para a Fox. Onde poderia dar errado? Nunca! 9-1-1 já deu certo, e é uma das maiores audiências do canal nessa temporada.

A tentativa aqui é reinventar um dos gêneros mais desgastados da televisão. A série mostra o dia a dia de uma equipe de emergência na cidade de Los Angeles, e já está renovada para uma segunda temporada.

9-1-1 é a típica série que te faz perguntar se não existem mais policiais e bombeiros em Los Angeles. É curioso isso, porque em outras séries (a franquia Chicago da NBC, por exemplo) os roteiristas se preocupam em mostrar que seus protagonistas, por melhores que eles sejam, eles fazem parte de um todo. Já Ryan Murphy não se importa com isso, e transforma seus personagens em heróis da cidade.

Alguns personagens são quase desnecessários, como o de Connie Britton, que só está na trama para ver quem atende bem os números de emergência. Ela tem um drama pessoal (sua mãe padece de Alzheimer), mas em linhas gerais ela passa bem desapercebida.

 

 

Quem mais ganha protagonismo em 9-1-1 é o time de primeiros socorros, bombeiros e paramédicos, com maior foco na tensão entre Bobby e Buck, que são os que menos contam com tramas pessoais e, por isso, estão mais livres para ditar o ritmo de cada episódio. Que, por sinal, conta com sua dose de espetaculoso. Senão, não tem graça.

A ideia clara de 9-1-1 é ser diferente no formato mais do mesmo. Não é uma tarefa das mais fáceis, e tende a fracassar por derivar de um formato basicamente aperfeiçoado, onde suas inovações não são estimulantes o suficiente. Onde ela pior se desenvolve é na parte pessoal dos protagonistas, com tramas que não funcionam.

Apesar do roteiro dar um bom ritmo à série, sempre fica aquela sensação de algo atropelado, especialmente no piloto. Muita informação, sem deixar trunfos na manga, e o fôlego acaba na metade do episódio. A série se sustenta porque ela é fácil de se acompanhar, mas não tem nada de especial.

 

 

Por outro lado, 9-1-1 foi renovada porque está em um gênero que é muito difícil de dar errado na TV. Se fosse na CBS, ela iria passar 24 horas por dia, sem maiores problemas. O segredo aqui está no interesse que seus protagonistas despertam.

Ou despertariam, porque não é bem esse o caso aqui.