A ameaça do efeito ‘ano 2000’ (aka bug do milênio) pode ser o pano de fundo perfeito para a chegada de um filme que revolucionaria o segmento dos filmes de terror para sempre, em uma proposta absolutamente inédia. Quem diria que um filme que custou US$ 60 mil para ser feito, com câmeras de 8 e 16 mm iria arrecadar nos Estados Unidos mais dinheiro que American Pie.

O nome desse filme? A Bruxa de Blair.

A ideia de colocar cineastas amadores em um bosque amaldiçoado e ligar o modo “vamos ver o que vai acontecer” foi genial e revolucionária. O filme se tornou referência para o que viria a seguir, e propostas como Corra! e Um Lugar Silencioso bebem da fonte de A Bruxa de Blair de forma consistente, mesmo contando histórias conceitualmente diferentes.

O filme se centra em uma estrutura de três atos, para que o mesmo parecesse o mais real possível. Seu plano de filmagem era muito detalhado, descrevendo as ações no roteiro, mas de forma deliberada traçando a cada momento o que iriam fazer, onde estariam e a essência geral dos diálogos. Aliás, o roteiro não contava com diálogos, e tinha apenas 40 páginas.

A Bruxa de Blair não apenas reinventa o gênero de terror no cinema, mas também se antecipou em 20 anos nas campanhas virais em massa na internet. Em 1999, todo mundo era mais ingênuo, mas os caras souberam fazer as coisas: um ano antes do lançamento do filme, uma página denunciando os demônios que viviam nos bosques perdidos foi ao ar, e a mesma viralizou com força.

E o nome Blair, que foi escolhido em função da Escola Secundária Blair, é perfeito.

Nunca vimos uma continuação de A Bruxa de Blair, mas eu entendo que isso não é necessário. Muito menos um reboot deve ser concebido (que os gananciosos de Hollywood não leiam esse post). Afinal de contas, não devemos mexer naquilo que beirou ao perfeito.

 

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