Westworld

No dia 2 de outubro, a HBO estreia Westworld, a sua mais ambiciosa aposta nos últimos tempos, e candidata a substituir o posto de Game of Thrones antes que esta chegue ao fim em 2018. Porém, esta não é uma produção original, mas sim uma adaptação de um filme do mesmo nome escrito e dirigido por Michael Crichton em 1973.

O filme teve sua sequência três anos depois, e em 1980 uma adaptação para a TV chamada Beyond Westworld durou apenas três dos cinco episódios encomendados. Mas agora é a HBO mandando na coisa toda. Logo, o que Westworld pode oferecer de realmente novo?

 

Uma história com visão original

Pense em um mix de Jurassic Park com um episódio dos Simpsons, e… calma. Estou zoando.

Pense em parque temático de última geração, onde os seus visitantes fingem estar em outras épocas. Nesse caso, o velho oeste. A ideia é reproduzir uma experiência única na vida, mas que dá errado porque os robôs assumem tudo o que queremos fazer, desde satisfazer nossos desejos sexuais até matar uma pessoa por pura adrenalina. Tudo deixa de funcionar como deveria,  e os robôs se rebelam contra os visitantes, provocando uma matança desenfreada e indiscriminada.

Na verdade, Westworld vai além da ideia original, ignorando completamente a identidade dos robôs durante aquele que não é um ataque orquestrado, mas sim um problema na construção das máquinas que deriva de uma corrida contra o tempo. O filme original será essencialmente o ponto de partida para os acontecimentos da série.

À favor da série, conta o fato que os avanços científicos justificam vários dos seus argumentos, com algumas pequenas variações para uma ideia de que alguém está orquestrando tudo isso.

 

O que Westworld pode fazer para encontrar o seu caminho

Para começar, Westworld deve aproveitar a base do filme original e usar algumas ideias de suas expansões, que na época foram mal desenvolvidas. E não podemos culpar a HBO por arriscar.

Por outro lado, os próprios robôs devem ter um protagonismo maior, indo além do que cumprir ordens ou se rebelarem sem motivo. A série pode indagar sobre a possibilidade das máquinas desenvolverem uma consciência própria, e se Westworld seguir essa vertente, temos aqui possibilidades bem razoáveis.

Além disso, limitar a história de Westworld ao que acontece dentro do parque é pouco, colocando em risco a longevidade da série, algo que a HBO não quer de jeito nenhum. Com os robôs adquirindo uma mentalidade própria, seja em grupo ou individual, assumir o controle do parque e atuar fora dele é um cenário aparentemente inevitável.

Por fim, a HBO não revelou muitos detalhes sobre o argumento principal da série, mas esclarece que, nela, qualquer desejo humano sem importar o quão depravado esse desejo seja, poderá ser realizado. E a partir daí há muito espaço para explorar as motivações do diretor criativo do parque (Anthony Hopkins) e da própria natureza humana. Será que as máquinas simplesmente são melhores que nós, iniciando uma rebelião total sem procedentes?

São muitas dúvidas sobre uma série que teve um processo de produção problemático. Em 2 de outubro vamos descobrir exatamente o que eles fizeram com o universo criado por Michael Crichton em 1973, e se a HBO tem o seu efetivo sucessor de Game of Thrones.

Por último, HBO no ha divulgado gran cosa sobre el argumento de la serie, pero sí ha aclarado que en ella cualquier deseo humano, sin importar lo depravado que sea, podrá verse satisfecho. Ahí es donde hay mucho espacio para explorar las motivaciones del director creativo del parque interpretado por Anthony Hopkins y también sobre la propia naturaleza humana. ¿Será que simplemente las máquinas son mejores que nosotros, lo asimilan e inician una rebelión real?

Muchas dudas aún sobre una serie que ha pasado por una fase de producción un tanto problemática y que se estrenará en una fecha aún por decidir del próximo mes de octubre. Será entonces cuando descubramos exactamente qué es lo que han hecho a partir del universo creado por Michael Crichton en 1973 y al que tanto el cine como la televisión ya habían vuelto con anterioridad. Sólo entonces descubriremos también si HBO tiene aquí a su ansiada sucesora de ‘Juego de Tronos’.