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TV. Pobre eletrodoméstico que um dia, em um passado não muito distante, foi o centro das atenções dos lares do mundo todo. Hoje, a TV serve para tudo. Menos para ver TV. A mudança está acontecendo lentamente, mas está acontecendo. O Nielsen Ratings, o mesmo instituto que indica a cada semana o quanto a NBC está afundando na audiência, indica que aproximadamente 5% dos norte-americanos já não contam com nenhum serviço de TV tradicional (aberta ou por assinatura). Esse grupo é conhecido como “Zero-TV”.

As famílias que fazem parte do “Zero-TV” representam mais de 5 milhões de lares nos Estados Unidos (eram pouco mais de 2 milhões em 2007), e se caracterizam por não mais consumirem a modalidade de TV tradicional, mas consumirem vídeos por outros meios (download de vídeos pela internet, YouTube, serviços de streaming como Netflix, Hulu, Apple TV, rodar vídeos em DVD ou Blu-ray, navegar na internet e jogar videogames).

Desse grupo que não mais vê TV aberta ou por assinatura, 75% ainda contam com pelo menso uma TV em casa para as finalidades do parágrafo acima. Mas em muitos casos, nem mais a TV eles usam para ver vídeos. 37% dos entrevistados assistem filmes e séries pela tela do computador, 16% usam a internet para entretenimento, 8% o fazem em smartphones  e 6% em tablets.

A maioria dos entrevistados pelo Nielsen ainda assistem a TV a cabo ou via satélite nas salas de casa. 95% dos norte-americanos ainda usam o formato tradicional de entretenimento. O que é mais legal é que os 5% restantes revelam comportamentos muito interessantes e peculiares.

No relatório, a Nielsen também apontou que as casas “Zero-TV” tendem a ser mais jovens, com quase metade dos moradores com idade inferior a 35 anos. Além disso, os lares “Zero-TV” tendem a ser ocupados pelos telespectadores que vivem sós e não têm filhos (80,9%, contra 66,7% para a TV tradicional). Além disso, apenas 18% do grupo disseram considerar assinar serviços de TV.

 

Via Exame