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As regras para transmissão de conteúdos na União Europeia fazem com que se garanta pelo menos 20% do conteúdo ofertado na programação venha de produtoras europeias, para que tudo não se centre exclusivamente nos conteúdos importados dos Estados Unidos. E esse requisito pode ser imposto à Netflix em breve.

A União Europeia estaria preparando a modificação da regulação que faria com que  os grupos que oferecem conteúdos sob demanda na Europa tivessem que divulgar essa oferta de conteúdo, modificando os seus portais para se ajustarem à lei.

 

A Netflix não gosta nada da ideia

A França foi o país que mais fez pressão sobre os reguladores europeus na hora de evitar que empresas como a Netflix se transformassem e exceções de uma regra que visa impulsionar a indústria de conteúdo audiovisual dos países da União Europeia. Algo semelhante acontece no Brasil, com a já amplamente discutida “Lei da Ancine”.

Para a Netflix, o requisito pode piorar a qualidade da oferta. A empresa começou a oferecer conteúdo original europeu, com a recente estreia da série Marseille, com Gérard Depardieu, mas as críticas não foram boas. Para os responsáveis pelo serviço de streaming, obrigar a ter um mínimo de conteúdo europeu criaria “um incentivo perverso” para as operadoras na hora de comprar conteúdos baratos e de baixa qualidade.

Em anúncio oficial, a Netflix indica que “o foco de atenção das políticas de conteúdos audiovisuais europeus deveriam incentivar a produção de conteúdos europeus, não impor cotas aos canais e outros provedores, que podem ser prejudicados por oferecerem esses conteúdos (de baixa qualidade)”.

As propostas serão apresentadas como parte de um plano pan-europeu para serviços digitais que, entre outras coisas, eliminaria o geo-bloqueio de conteúdos: todos os consumidores de países da União Europeia teriam acesso ao mesmo conteúdo, sem distinção do país de origem do acesso.

Via Financial Times