Muita gente que eu conheço e que gosta de séries só ficou sabendo do que era uma tulipa branca em 15 de abril de 2010. E, se você ainda não sabe como é, ficou sabendo agora. Se ficou sabendo nessa data, sabe do que eu estou falando. Mas vou tentar o texto inteiro falar disso, mas sem dar “nome às vacas”.

Sabe, muitos de nós nos mantemos céticos apenas nos sentimentos e fatos palpáveis da vida. Nos atemos ao real, material, racional. E isso não é ruim. O que nos distingue dos demais animais do planeta é a capacidade de sermos racionais diante dos fatos (é claro que alguns seres humanos que eu conheço se esquecem disso, mas a maioria consegue ainda raciocinar). Mas em algum momento da nossa vida, nós simplesmente queremos ver a realidade sobre outra ótica, outros aspectos, por uma nova perspectiva. Mesmo que essa realidade seja alternativa. Pode causar a destruição do mundo como nós conhecemos? É claro que pode. Mas… e daí? Falamos no fim do mundo desde que o mundo é mundo, e esse mundão de Meu Deus continua aí, firme e forte.

Mas existe algo que une os racionais e irracionais. A capacidade de amar. Muitos leitores do SpinOff TV Series podem achar que estou sendo babaca e piegas. Mas… e daí? Porque as histórias não podem ser feitas de finais felizes? Será que para tudo que começa ruim, tem que obrigatoriamente terminar da pior forma possível? Se você pensa assim, eu temo pela sua existência. Afinal de contas, nessa lógica, se você começa algo errado no seu caminho, o seu final é trágico.

Não. Em séries de TV, não pode ser sempre assim. Acho que temos uma geração traumatizada com enredos que começaram de um jeito, e terminaram de forma bem incoerente. Agora, querem que tudo seja resolvido no lado racional, e a palavra “amor” tem que ficar bem longe do dicionário televisivo.

De novo, sendo piegas: o amor é A coisa mais importante que você pode ter na vida. É claro que você precisa de séries de TV, mas quando você ama alguém, quando você tem um filho (ou filha), quando você dedica um sentimento mais nobre do que qualquer coisa que você pode explicar em palavras… o impossível parece ser mais possível do que você imagina. Seu foco muda. Seus pontos de interesse mudam. E ai daqueles que mexem com os nossos filhos!

Eu tenho uma placa no escritório de onde escrevo no blog, que fica de frente para mim todos os dias, onde está escrito: “sem luta, não há vitória”. De novo, eu vi que para você mudar o futuro, tem muita coisa no passado que precisa ser consertada. Principalmente dentro de nós mesmos.

Mudar o mundo, o futuro, o destino da humanidade? Moleza. Mudar o que nós somos na essência, nossos vícios, defeitos, imperfeições… esse é o maior desafio do ser humano. Nós mudamos o Universo a cada planeta novo descoberto, mas não conseguimos mudar o Universo que existe em cada um de nós. Esse sim é o grande desafio, amigos: mudar o que somos, e para melhor.

A tulipa branca pode ser um dos símbolos do ponto de humanidade de uma trajetória complexa. É simples, sensível, singela. Lembra muito mais os bons sentimentos do que as adversidades. É um ponto de esperança em dias melhores. Pode ser até um símbolo de mudança ou variação na trajetória do tempo. Mas… quando uma tulipa branca aparece em 15 de abril de 2010, nos já sabemos que não é possível que essa história possa terminar com um final infeliz. Pode ser até “meia boca”… para você. Mas é melhor do que não ter fé no futuro.

Muito melhor do que não acreditar nessa tulipa branca.

Ao final, fica a tulipa branca, para que todos se lembrem que ainda vale a pena toda a luta para mudar o futuro. Não o da Humanidade, que é algo “fácil”. Mas o nosso futuro individual. A nossa essência. A recompensa? Bom, a felicidade não é receita de bolo, mas ao menos vamos ser menos babaca do que somos hoje. Daqui pra frente, se no final, eu ver uma tulipa branca, eu vou ter a certeza que estou feliz.

Ah, e antes que me critiquem: a tulipa branca pode estar no formato de várias coisas, mas sempre naquela que mais vai significar em nossas aspirações mais íntimas. Aqueles momentos mais significantes, aquelas alegrias mais sinceras, aquelas emoções que só se expressam por aquela onda que só você vai saber identificar. Aquelas que não vamos conseguir traduzir em palavras, mesmo para as pessoas que mais amamos. No máximo, vão se expressar em lágrimas que vão escorrer pelos olhos, rolando pelo rosto.

E eu duvido que você não saiba de qual série eu estou falando…