Ultimate Beastmaster Brasil

 

De forma bem estranha, é bem difícil de parar.

Estou brincando, na verdade. Ultimate Beastmaster Brasil tem um sucesso relativamente garantido, e é fácil compreender o motivo disso. Tem um formato envolvente, com nomes consagrados tanto no comando da atração como na produção do programa. E com a chancela da Netflix ao trazer aos seus assinantes o seu primeiro reality, o resultado só poderia ser positivo.

O programa tem a produção executiva de ninguém menos que Sylvester “Rocky Cobra Mercenário” Stallone, que oferece o conceito de reality competition com desafios multiplataforma em esfera global… ou algo próximo à isso.

Oito países contam com atletas e comentaristas, o que torna essa competição internacional. Todos estão presentes, competindo, narrando e comentando no mesmo local, sentindo toda a vibe do evento, que acontece em diferentes fases eliminatórias, até culminar em uma final onde o grande prêmio de Ultimate Beastmaster será entregue.

Cada país representado no evento tem o seu narrador e comentarista. No Brasil, os escolhidos foram o comediante Rafinha Bastos (não adianta você torcer o nariz para essa escolha) e o atleta de MMA Anderson Silva (também não adianta você torcer o nariz para o cara). Os dois apresentam os competidores, as etapas dos desafios, as mecânicas para a competição, além de apresentar curiosidades sobre cada um dos envolvidos.

 

 

O programa lembra e muito o American Ninja Warrior da NBC, com um grau de dificuldade um pouco maior, pois os sistemas de obstáculos e plataformas aparentam ser um pouco mais complexos. Bom, falo isso vendo de longe, pois jamais me imagino atravessando as plataformas e obstáculos que vi o programa apresentando.

Fora isso, é tudo igual: cada competidor vai atravessando os obstáculos. Quem ficar pelo caminho é eliminado, quem prossegue precisa completar o circuito no menor tempo possível. Existem alguns bônus de pontuação que o competidor pode enfrentar para ganhar mais pontos para um melhor posicionamento, visando a vitória naquela etapa e consequente classificação para a finalíssima da competição.

 

 

Pouco podemos dizer sobre a produção de Ultimate Beastmaster Brasil. A Netflix mais uma vez fez um belo trabalho ao entregar um programa que faz jus ao que a empresa investe. Elementos dos desafios, gráficos e, principalmente, o cast de apresentadores e comentaristas. Ter por exemplo um Anderson Silva ou um Terry Crews no elenco do programa não é pouca coisa.

Conheço pessoas que nem fazem parte do público-alvo do programa e acabaram se envolvendo do mesmo jeito. É o efeito que todo bom reality pode causar nas pessoas: deixar as mesmas presas diante da TV assistindo aos acontecimentos pelo maior tempo possível. Eu mesmo acabei vendo quatro episódios em uma tacada só. E eu não queria parar.

Ou seja… objetivo alcançado. Ponto de novo para a Netflix.

 

 

Para quem gosta de esportes de ação, atividades extremas e coisas do gênero, acho que Ultimate Beastmaster Brasil é uma aposta segura. Não tem muito como te decepcionar,  e é diversão garantida.

E sem piadas de bebês ou de pernas quebradas durante a luta. Podem ficar tranquilos sobre isso.