Transformers A Vingança dos Derrotados

E é aqui que começam os problemas de verdade…

Transformers: A Vingança dos Derrotados dá sequência aos acontecimentos do primeiro filme apenas dois anos depois. Meio rápido demais para a grandiosidade do projeto. Mas como Michael Bay, DreamWorks e Paramount estavam (e estão) trabalhados na ganância, bora colocar mais robôs gigantes para brigar!

Fato é que descobrimos várias coisas nesse filme relacionado à história dos AutoBots, aos duelos com os Decepticons, e em como essa briga vem de longos anos. Afinal de contas, eles estiveram no nosso planeta bem antes daquele último encontro, o que nos leva a, mais uma vez, receber os brigões por um motivo bem lógico: os fragmentos do cubo do poder.

Que, na verdade, não é um cubo do poder, mas sim com conhecimento. Quero dizer, aqui eles deixam a metáfora do “conhecimento é poder”.

E o conhecimento/poder está agora armazenado na mente do Sam. Que tocou no seu fragmento do cubo e virou um gênio surtado.

O pobre Sam é tirado da faculdade para, mais uma vez, ajudar Optimus Prime e os AutoBots, por dois motivos. Primeiro, porque os Decepticons querem vingança e, para isso, recrutam o super robô alienígena Fallen, que quer o poder armazenado na cabeça do Sam e, de quebra, o poder do Sol. Segundo, porque o governo norte-americano, em mais uma clara demonstração de burrice que só vemos em filmes de Hollywood, entendem que os AutoBots atraíram a vingança para a Terra, e querem Optimus Prime e seus aliados bem longe do nosso planeta.

Nesse meio do caminho, Sam conhece na faculdade que o amigo de quarto é um blogueiro surtado que acredita em teorias conspiratórias, Mikaela pega Sam aos beijos com um robô disfarçado de gostosa, Optimus Prime é derrotado, eles despertam um robô alienígena ancião, encontram uma centelha do cubo para ressuscitar Prime, e tudo é resolvido em uma batalha quase interminável.

Basicamente, é isso aí.

 

 

Transformers: A Vingança dos Derrotados até que tem uma premissa geral que amarra bem com o filme anterior. Até que é um filme que começa bem, mostrando a empatia entre Sam e BubbleBee, a conexão direta com os eventos do filme anterior, e até desenvolve relativamente bem alguns dos plots que se propõe. A morte de Optimus Prime tem a sua razão de ser, e até a sua ressurreição, fechando uma espécie de ciclo. Sam salva a vida do robô pela segunda vez, mas o poder que usou para derrotar Decepticon no primeiro filme agora é usado inteligentemente para salvar Prime.

Até aí, tudo bem.

O problema é que esse filme já começa a desandar, o que acaba sendo a marca da franquia e de Michael Bay para os próximos filmes. Não falo tanto da sequência final, longa demais até mesmo para uma ameaça tão grande como era Fallen, mas sim da forma como as coisas vão acontecendo do meio para o fim do filme. Principalmente nos últimos 30 minutos, que são dispensáveis.

Antes, é bom ressaltar que foi uma boa ideia resgatar o agente Seymour Simmons, o agente do Setor 7. É um dos grandes alívios cômicos do segundo filme.

Por outro lado… agora a ameaça dos Decepticons é em escala GLOBAL e, mesmo assim, apenas as forças armadas norte-americanas podem lidar com isso? Sério mesmo que robôs gigantes estão acabando com o Egito, com Paris e com outros belos cenários do planeta é só os Estados Unidos podem fazer alguma coisa contra eles? Sério mesmo? Já vimos isso em Armaggedon, minha gente!

Mais: de todas as decisões, eles tomam a mais estúpida: o “não queremos mais a ajuda dos AutoBots, mesmo com eles sendo os únicos a derrotarem os Decepticons, porque não confiamos neles”. Ok, e o exército com as arminhas que parecem estilingues podem resolver o problema… entendi… tá certo!

Outra coisa: quando Optimus Prime é ressuscitado, “o mundo para”?

A cena em que Sam morre, vai ao além túmulo, conversa com os Primes ancestrais no meio das névoas (momento novela A Viagem), volta à vida e ressuscita Optimus Prime… ABSOLUTAMENTE NINGUÉM ATACA OS CARAS! O Fallen vai atrás da torre. OK. Mas TODO O ATAQUE PARA, o Exército para… só pra ver Prime voltar à vida.

Que sensacional!

 

 

De qualquer forma, Transformers: A Vingança dos Derrotados é um filme tecnicamente bem feito, e acho que vou dizer isso de todos os filmes da saga Transformers. Michael Bay sabe mesmo trabalhar com CGI. Porém, o filme até que se desenvolveu bem por dois terços. No terço final, deu uma bela desandada, e os 30 minutos finais, que se resume na briga dos robôs (que é o que atrai a galere para os cinemas) são simplesmente dispensáveis, com os erros já citados um pouco antes nesse tema.

Transformers: A Vingança dos Derrotados é inferior ao primeiro pela inconsistência na história apresentada. Ainda é um filme que tem seus bons momentos, suas piadas bem pensadas, mas apresenta seus problemas mais gritantes, que passaram a nortear a franquia.

E, sim… nos despedimos aqui de Megan Fox, que basicamente falou mal de Michael Bay por trás, e de todas as formas (depois abertamente na imprensa).

E o próximo a ir embora é Shia LaBeuf. O próximo filme da franquia é o último dele.