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A Magia sempre presente no conglomerado Disney

Nos últimos anos, uma nova geração de televisores se consolidou no mercado, trazendo cada vez mais possibilidades para o espectador. Deixamos para trás a era das TVs de tubo de 29 polegadas, e os modelos de TV LED Slim, com HDMI 1080p, se tornaram uma realidade em nossas vidas. Isso possibilitou a reprodução de histórias e a criação de elementos gráficos que em outras épocas seriam impossíveis de serem adaptadas ou recriadas, devido a complexidade da produção.

Quando o assunto é tecnologia, há um importante desenvolvimento em todos os tipos de equipamentos, e não só os televisores. Afinal de contas, existem hoje várias alternativas para você assistir a sua série de TV favorita, seja em computadores, tablets e até celulares. Mas os programas de televisão estão acompanhando a evolução desses aparelhos televisivos?

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Até a vingança de Emily Thorne é de “mentirinha”

A preocupação com a qualidade técnica de um programa de TV está mais evidente por que hoje somos capazes de perceber até a ruga no canto da boca da “atriz botocada”, por exemplo. Antes, esses pequenos detalhes passavam despercebidos, e hoje, eles são apontados pelos mais atentos. E isso pega mal.

Na televisão, ao contrário do cinema, o orçamento para efeitos especiais é apertadíssimo. Por isso, na maioria dos casos, as produções tem um trabalho cansativo pela frente, à medida que o telespectador fica mais exigente, querendo uma programação mais grandiosa (no sentido de efeitos especiais e produção). As emissoras utilizam a tecnologia digital para terem uma possibilidade maior de criar histórias lúdicas e em outros universos, que podem ter como complemento narrativo e visual o uso da computação gráfica.

Mas eu acredito que isso seja uma contradição (como parâmetro da maioria das séries que estão no ar). Já que temos aparelhos de TV com com maiores definições, eu gostaria de ver essa tecnologia aplicada não só no aparelho e sim no produto televisivo. Mas não é isso que acontece. Vemos hoje séries com efeitos digitais tão vergonhosos, que chegamos a questionar a real qualidade do programa.

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Mundo pós apocalíptico em The Walking Dead, criado pela Stargate Studio

Séries como Once Upon a Time, Terra Nova e Wharehouse 13, por exemplo, acabam tendo sua história desprestigiada a partir do momento que nos apresentam efeitos tão atrapalhados, onde fica perceptível o quanto mal feito é. Já Fringe e Game Of Thornes são séries que eu considero um exemplo no tratamento dos efeitos.

O que eu gostaria de ver (por mais que seja ambicioso) é uma série que realmente saiba explorar os efeitos visuais de tal maneira, que esses mesmos efeitos complementassem a história e o universo que a série quer me inserir. Seria isso querer na televisão os mesmos efeitos do cinema? Talvez. Quando uma série se propõe a criar um mundo mágico, uma era jurássica ou recriar um momento histórico passado a longas décadas, eu quero acreditar nesse universo, e para isso é necessário uma boa direção de arte, figurino, cinematografia e efeitos especiais, para que eu realmente acredite nessa história. Caso contrário, devido à má qualidade do produto, vou entender que todo esse trabalho caiu na cretinice e galhofa de forma gratuita.

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Os dragões de Game of Thrones

O melhor amigo dos efeitos visuais é, no entanto, o chroma key, técnica em que envolve colocar o personagem contra uma tela azul ou verde, em seguida, substituir o fundo sólido por uma outra imagem. Séries como Revenge, por exemplo, nunca chegaram perto do mar, e todo o complemento para criar o cenário dos Hamptons é um belo cenário verde. Inclusive a série é a segunda produção do canal ABC que mais utiliza recursos de efeitos visuais, perdendo só para o Once Upon a Time.

Os seriados são um produto audiovisual, então não basta apenas uma boa história para contar, mas sim criar o universo onde eu possa enxergar e acreditar que essa história esteja realmente acontecendo. Caso contrário, o melhor é se apegar a um seriado mais simples, com boas atuações e um cenário prático.