Taken

 

É difícil de acompanhar. Mas é legal.

Taken é diretamente baseada na trilogia de filmes de mesmo nome, interpretado por Liam Nesson e, apesar de ser um prequel do primeiro filme, toda a ação acontece nos dias atuais. O que é interessante para mostrar uma perspectiva de tudo o que aconteceu para conduzir aos acontecimentos que boa parte da audiência já conhece. Ao mesmo tempo, a medida deixa aqueles que não estão familiarizados com a trama um tanto quanto perdidos.

Mesmo assim, vale a pena conferir. Apenas pelo fator “nem parece que é da NBC”.

 

A série mostra um jovem Bryan Mills, antes de ingressar como agente especial de inteligência. Ele precisa superar uma tragédia pessoal para realizar o seu trabalho, ao mesmo tempo que ele busca vingança em relação à sua perda.

Não é um plot que podemos chamar de “inovador”. Já vimos isso por diversas vezes na TV e no cinema, e por ser um conceito conhecido de muita gente (com um plot que a maioria já conhece), Taken corre o risco de cair na mesmice e falta de originalidade que muitos cobram da TV hoje. Mas não é bem assim.

O piloto consegue te envolver na causa de Bryan. É relativamente dinâmico nas alternativas apresentadas, com alguns plot twists que dão a entender que estamos em uma trama relativamente bem estruturada. Ao mesmo tempo, para quem não está muito familiarizado com o plot central, assistindo o piloto de forma avulsa, despretensiosa e descompromissada, as coisas podem ficar um pouco complicadas.

Mas não muito. Só um pouco.

 

 

Como  disse antes, o piloto de Taken nem parece que é de uma série da NBC. E o mais impressionante/assustador de tudo isso é que foi produzido pela NBCUniversal.

Falo isso muito mais pelos seus aspectos técnicos. A série tem um clima noir que cai bem em uma série de espionagem. Uma fotografia diferenciada, meio clima anos 80, mas que cai bem para esse tipo de trama. Pode parecer estranho, pois estamos diante de uma série de 2017, mas é uma clara referência de tudo o que já vimos em propostas desse tipo no passado, e é uma forma competente de colocar o telespectador no clima.

Sobre Taken, tirando o fato que você tem que estar por dentro dos paranauês antes de seguir com a trama, acho que vale a pena ver o piloto. Não cansa, te deixa envolvido o tempo todo na proposta, e para quem curte o gênero pode ser uma boa pedida.

Pode não cair no gosto da maioria, mas chamando a atenção do público-alvo, está valendo. Mais uma vez, fico na torcida para que vingue, ou para que pelo menos a audiência da NBC compre a ideia da série, sem abandonar de vez a mesma antes dos primeiros três episódios.

Algo que não é muito difícil de acontecer, uma vez que (repito) nem parece que é uma série da NBC. E a audiência desse canal é bem difícil de se compreender.

Ou bem fácil: eles adoram as séries do Dick Wolf.