Tá, eu sei que esse não é o melhor ângulo da moça, mas vai servir para ilustrar o post.

Ok, agora está um pouco melhor… muito melhor…

Eu ainda não me conformo que nenhum canal de TV a cabo brasileiro não se interessa em passar Survivor. Ou, em particular, o Grupo Discovery no Brasil, que foi o último que exibiu alguma temporada desse negócio por aqui, no finado People+Arts. De qualquer forma… internet: te amo, e obrigado por você existir. Melhor: obrigado por colocar na nossa frente mais uma vilã que amamos odiar em Survivor. E dessa vez, só para deixar as coisas mais interessantes, é uma brasileira. Seu nome? Abi-Maria.

A moça mora hoje em Los Angeles, California, mas é brasileira da gema. Aliás, o nome da sua mãe (Vera) não nega isso. Mas acho que a nacionalidade é só um fator a mais para aumentar o ódio que os demais participantes tomaram dessa cidadã. Ok, nem foi tanto por isso: alguns concorrentes já disseram abertamente que o problema dela não é cultural… ou seja, graças ao bom Deus, os demais concorrentes de Survivor ainda não acham que todo brasileiro é como Abi-Maria se mostra. De forma resumida (e educada), uma bitch.

Desde o dia #1 de competição da atual temporada (season #25, Philippines), Abi-Maria se apresentou com um único objetivo: vou ser aquela que vai fazer da vida de todos um inferno, falar o que pensa, não fazer nada no acampamento e nas provas, e ainda assim, vou chegar na final. E, acreditem se quiser, a tática está dando certo, e ela está a dois passos de alcançar esse objetivo. Com cinco participantes na disputa (e um deles com um ídolo de imunidade), aqueles que pensarem de forma sábia e atraírem a brasileira para o seu lado, estão na final do programa, e com chances reais de vencer US$ 1 milhão.

Ah, calma… eu ainda não contei por que ela se tornou o centro das atenções. Com poucos dias de programa, ameaçou arrancar a cabeça (metaforicamente falando) de uma colega de tribo, caso rolasse uma traição (com poucos dias mesmo). Adotou a tática do “sempre ser deixada de lado nas provas de imunidade”, e nessa, ela conseguiu ir até a Fusão sem sequer chegar perto de visitar o conselho tribal.

No meio do caminho, sensualizou para alguns rapazes da tribo, acusou colegas de tribo de serem “X-9” (ou leva-e-traz de informações da tribo), e até se recusou a fazer comida para os demais membros da tribo (a única coisa útil que ela sabia fazer era feijão e arroz…), logo após se empanturrar de sanduíches, frango frito e lanches depois de uma recompensa. Ou seja, um jogo social perfeito, digno de aplausos.

É evidente que Abi-Maria não vai levar US$ 1 milhão para casa. Tornando a vida de todos na tribo um inferno, é praticamente impossível ela vencer. Russell Hantz, o maior “bad-ass-motha-fucka” da história do Survivor, chegou na final por duas vezes, usando a mesma estratégia, e não venceu nas duas. Logo, não vai ser Abi-Maria que vai produzir o milagre de vencer sendo a mais odiada da temporada.

E ela é a mais odiada mesmo. Até o Jeff Probst deu entrevista dizendo que ela já está no hall dos vilões mais detestados da história do programa.

Mesmo assim… quem curte Survivor deve agradecer por Abi-Maria estar presente na temporada. Foi ela quem deu o tempero necessário para que as coisas se movimentassem após a Fusão, e com atitudes como “não compreender quando o norte-americano está sendo sarcástico ou ofensivo” (vivendo por mais de 10 anos nos Estados Unidos), além de chorar copiosamente quando era o “todos contra Abi-Maria”, ela entra nos nossos corações como “a vilã que amamos odiar”.

Por isso, dizemos: Abi-Maria… Sua linda!