Antes de começar, eu quero deixar registrado que como um grande fã de tecnologia (já visitaram o TargetHD.net hoje?), eu quero uma iEstaca para mim! Afinal de contas, nunca se sabe quando vou precisar aprisionar um vampiro no freezer de casa, não é mesmo?

Dito isso, no lugar de fazer três reviews analisando cada um dos episódios de True Blood, resolvi escrever uma resenha sobre os três episódios de uma vez só, poupando o meu tempo e o seu. Fique tranquilo, fora a iEstaca, pegarei leve nos spoilers (mesmo porque não tem spoilers, uma vez que os episódios já foram exibidos no Brasil). E o que digo logo de cara é: apesar da série não ser nem de longe aquela do seu começo, eu estou me divertindo e muito com a trama de humanos e vampiros que se metem em altas confusões.

Quem acompanha True Blood desde o começo sabe que a história começou a degringolar no final da Season 2, quando um simples meta morfo travestido de boi bandido derrota a vilã superpoderosa e ninfomaníaca (que colocou Bon Temps inteira pra transar, que fique registrado) com uma simples chifrada. Aí, tivemos o lance do “a Sookie é uma fada”, bruxos, rei de vampiros, compotas de geleia, a Tara virando lutadora de vale-tudo… muita coisa aconteceu, até que chegamos no ponto onde estamos. Que, por enquanto, é um lugar nenhum.

A política continua sendo tema recorrente da série #ironic, logo, não reclamem que True Blood não é uma série “séria” #ironicDeNovo. Há um jogo de interesses e manipulação para saber quem é o mais fodão da turma dos vampiros. Se bem que, agora, temos uma organização megaevil… que defende a coexistência de humanos e vampiros… comandada pelos vampiros! Sim, amigos… uma turma do mal, que gosta da gente, para bater de frente com a outra turma do mal, comandada pelo Rei Russell, que está voltando (para noooosa alegriaaaa…..). Mas enquanto o pau não quebra, como sempre, muito pouco acontece.

Aliás, nesse “muito pouco acontece”, Bill e Eric, ou “o novo casal gay de True Blood” (precisa ter um em todas as temporadas), se tornaram dois inúteis que só obedecem ordens de superiores. Aliás, inúteis que só se ferram. E que, nesse momento, estão com o meu novo dispositivo de tecnologia preferido, a iEstaca.

Tá, eu não queria falar da Tara. Você também não queria ler sobre ela. Na verdade, todos nós (ok, a grande maioria de nós, pois toda unanimidade é burra) gostaria de ver ela morta e enterrada. E isso só durou metade do primeiro episódio. Mas, convenhamos… Tara se tornou um capítulo a parte em True Blood! E com a amiga que tem, quem precisa de inimigos, não é mesmo?

Para quem acompanha a série, sabe o quanto Tara odeia vampiros (apesar de ter se entregado fisicamente de todas as formas possíveis para um vampiro por uma temporada inteira). E o que a melhor amiga dela faz? Isso mesmo, promove a amiga para o mundo da morte eterna com dois incisivos enormes! Aliás, aconteceu de tudo com a Tara nessa série. Só faltava virar vampira mesmo. Ou seja, o nosso sonho de ver ela morta de uma vez por todas só se realiza com uma estaca de madeira no coração. Ou com uma iEstaca.

Meta morfos, lobos, alcateias… tudo isso está bem desinteressante. Essas histórias paralelas só servem para dar sequência à história iniciada no final da última temporada, e não vão a lugar nenhum. Bem mais divertido está a crise de identidade sexual de Jason Stackhouse, que não consegue comer mais ninguém, e quando come, se sente culpado. Destaque também vai para a Jessica, que virou a grande bitch de Bon Temps, algo que nosso amigo @Zuil previu há muito tempo (visionário).

E quanto à Sookie? Ela é uma fada… que não faz nada!

Apelar para a Pam salvar a vida de sua melhor amiga é um sinal de fraqueza clara. Pense comigo: se ela é uma fada, que consegue salvar a vida de DOIS VAMPIROS, como ela não é capaz de salvar a vida de uma humana? É muita incompetência na minha modesta opinião! Isso, sem falar que ela vai ter que se virar para se livrar do assassinato que ela cometeu no final da última temporada. Mas acho que essa parte ela tira de letra. Afinal, ela é uma fada. Inútil, mas é uma fada.

Amigos, acreditem em mim. Apesar do relato acima, True Blood está uma típica série de humor negro. Sabe quando temos aquele negócio que é tão ruim, tão constrangedor, que “deu a volta”? Pois é. Foi o que aconteceu com a série de Alan Ball. A série se tornou o produto de entretenimento fácil, sem qualquer tipo de cuidado com a construção de roteiro, e totalmente voltada para causar o hype que sempre causou. Mas devo confessar que, uma vez que liguei o “foda-se” para a série lá atrás, tais absurdos não me incomodam mais. O lance é relaxar e rir das ironias do mundo dos vampiros, humanos, lobisomens, lobos, meta morfos, fadas, Tara…