Uma das novidades prometidas pela FOX para a temporada 2010-2011 já está no ar nos Estados Unidos. The Good Guys chega com produção executiva de Mikkel Bondesen e Zack Estrin (este último foi co-produtor executivo de Prison Break, além de ter participação nas produções de episódios de Point Pleasant, Tru Calling, Miracles e Charmed). E tem saldo positivo sim.

Em sua premissa, The Good Guys não traz nenhuma novidade de coisas que já vimos na TV e no cinema. A série conta a história de uma dupla de detetives de Dallas, que são completamente oposto: Dan Stark (Bradley Whitford, de Studio 60 On The Sunset Strip) é policial veterano, que no passado se deu muito bem por ter salvo a filha do Governador, mas que hoje é decadente, folgado, mulherengo e beberrão. Usa de métodos não convencionais (alguns deles suicidas) pelo cumprimento do dever, e não acredita nos métodos atuais de combate ao crime. Nem preciso dizer que seu parceiro, Jack Bailey (Colin Hanks, Roswell, Numb3rs e Mad Men) é o oposto de Dan: certinho, centrado, cumpridor das regras, 100% pró-tecnologia… enfim, bem almofadinha mesmo. Por causa de alguns erros do passado, é obrigado a trabalhar com Dan Stark no Departamento de Polícia de Dallas, para investigar crimes menores… que por ironia do destino se tornam crimes gigantes. Além disso, tenta reconquistar sua namorada, Liz Traynor (Jenny Wade, Reaper, CSI: NY, Feast).

Os elementos da série são todos (e eu disse TODOS) rigorosamente pautados na mecânica que um megahit das séries policiais explorou tão bem. Starsky & Hutch seguia o mesmo tema: um policial decadente, que desafia a chefe o tempo todo, tem um parceiro mauricinho, e juntos eles combatem o crime, violando o maior número de regras da polícia possível. Porém, a série conta como trunfo justamente a atuação de Bradley Whitford, que logo de cara mostra que é muito mais ator do que  restante do elenco da série. Dan Stark é convencido, metido a atos heroicos, irônico, mulherengo, mas está pronto para o cumprimento do dever. E Whitford o faz de forma bem convincente. Aliás, Whitford se vale da cara de pau e da cretinice para dar vida ao personagem. Afinal, a tônica da série é essa. Você não pode assistir The Good Guys levando a série muito a sério, pois a série usa de uma narrativa cretina, com diálogos e situações escrachadas. E por incrível que pareça, isso não é tão ruim assim. Quero dizer, para aquilo que a série se propõe, e para os objetivos que ela traçou, ela pode fazer bem. Mas digo de cara que não são todos que vão achar a série “muito boa”, como está dizendo André Zuil no seu Twitter (que fala isso por causa da combinação tiros + bebedeira + mulheres gostosas + brigas de bar que a série apresenta).

As cenas de ação são boas, e ao mesmo tempo, engraçadas. Sim, é engraçado ver o tiozão do Dan Stark deslizando em uma mesa e trocando tiros, ou subindo em cima de um capô de carro em movimento. Fora que, quando ele aparece com um carro Pontiac Trans Am 1979 para salvar a “mocinha” (que não é tão mocinha assim), a referência à Starsky & Hutch é direta, com uma sequência de perseguição interessante (meio absurda sob alguns aspectos, mas vamos relevar: a série é para ser exagerada mesmo).

Por fim, The Good Guys começa a sua jornada na FOX dos EUA, e deve vir para o Brasil sim. É uma série que tem mesmo cara de FX, mas não é uma série tão “macho sem noção” como se imaginava. Programada para uma temporada de 20 episódios, vamos ver o que o futuro reserva para a dupla Dan & Jack. E que os bandidos de Dallas que se preparem: esses caras chegam para dar trabalho.

Dica de Compras Spin-Off:

– Compare The Good Guys com Starsky & Hutch, assistindo ao filme e a série original (clique nas imagens ou links para acessar).

Filme Starsky & Hutch: Justiça em Dobro

Box DVD da série Starsky & Hutch (importado)

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