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Cuidado com os instintos animais… e cuidado com uma série que resolve mostrar o que acontece quando os animais se voltam contra os humanos. Apesar de quase achar que vi um documentário do National Geographic ou do Animal Planet, Zoo tem uma premissa bem fácil de se compreender, mas que pode se tornar esquecível para muita gente. Mas… será que pra summer season não dá para o gasto?

A premissa de Zoo é tão simples, que pode ser resumida rapidamente: os animais se revoltaram – especialmente os leões -, e começaram a atacar os humanos em diferentes locais do planeta. Até aí, ‘tudo bem’ (???). O que torna tudo ainda mais bizarro é que os ataques estão ficando mais ‘coordenados’.

Isso mesmo: os animais estão se organizando para atacar em grupos, pois eles entendem (???) que, dessa forma, as chances de sucesso são maiores (como se um leão digitalizado – isso mesmo – não tivesse força suficiente para acabar com um humano). Esse comportamento foi detectado primeiro por Jackson Oz (James Wolk), um zoologista que oferece safaris na África, começou a detectar esse comportamento em Botsuwana, e decidiu investigar a causa para encontrar uma solução do problema.

 

Enquanto isso, em Los Angeles, o tal leão digitalizado que te falei um pouco antes matou um, e ao que tudo indica, é ele que está fazendo com que os gatos da cidade fiquem todos agrupados, como um bando. Mas é claro que essa parte só foi descoberta por uma sagaz jornalista, que tem que investigar e fazer uma matéria sobre o desaparecimento dos gatos da região.

Isso mesmo. Tem isso no piloto.

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Olha… não quero criticar gratuitamente o piloto de Zoo. Até porque seria muito fácil, e nem haveria motivos para escrever um post. Mas é inevitável dizer que essa série é totalmente desnecessária. Não há nem motivos para a série existir. O plot é tão fraco e desinteressante, que você passa os mais de 40 minutos do piloto pensando e fazendo outras coisas, e mesmo que você assista de forma vaga e descompromissada, entende tudo o que acontece.

O piloto nem é tão ruim assim na sua parte técnica. Apesar de leões e rinocerontes digitalizados, as cenas na África são bonitas, e o piloto até tenta ter um ritmo na sua edição e roteiro. Porém, nem Aaron Sorkin salvaria Zoo do buraco negro do tédio implantado por um plot totalmente desinteressante, insípido, que não acrescenta absolutamente nada.

Eu até gostaria que Zoo partisse para o bizarro, ao menos para conseguir dar risada de algo. Nem isso foi possível. A série (infelizmente) se leva a sério, e isso só atrapalha. Ah, e antes que esse post acabe: é, James Wolk… você vai entrar para o mesmo grupo exclusivo onde estão verdadeiros mestres na nobre arte de cancelar séries na primeira temporada, como Jason O’Mara, Jerry O’Connel e outros.

Aliás, o menino James Wolk é um dos poucos que já cancelaram uma série no segundo episódio. Lembram de Lonestar? Então…

No final das contas, você pode viver muito bem sem Zoo. Levando em conta que a premissa é desnecessária, já que ou o Tarzan, ou o George O Rei da Floresta, ou o Ace Ventura poderiam resolver o problema com relativa facilidade, podemos dizer que essa série será um dos grandes fiascos da temporada, com chances enormes de cancelamento.

Nem perca seu tempo.