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O TV Land estreou uma nova comédia, Younger, que faz uma sátira sobre o atual cenário do mercado de trabalho, onde os chefes estão ficando cada vez mais jovens, e os mais velhos precisam se atualizar em vários aspectos para ocuparem bons empregos. A premissa até que é original e atual. Mas a execução…

A série segue a vida de Liza Miller, mulher com mais de 40 anos de idade, que abandonou a sua promissora carreira profissional para criar a sua filha, que hoje está no último ano da faculdade, e em intercâmbio na Índia. Recém divorciada e sem objetivos na vida, Liza entende que chegou a hora de voltar a trabalhar. Mas quando ela decide fazer as entrevistas de emprego, ela percebe que o mundo mudou muito. Pessoas com idade para se estagiários são hoje executivos de empresas, e dando ordens em pessoas com a idade da Liza.

Ok, vida que segue. Em uma noitada com uma amiga, ela é abordada por Josh, rapaz de 26 anos de idade, que nem desconfia que Liza tem pelo menos 15 anos a mais que ele, por conta de sua jovialidade. Maggie, amiga de Liza, se empolga com a situação, e entende que a amiga pode recuperar o terreno perdido, fingindo que tem os tais 26 anos de idade, e compensando o desconhecimento sobre Facebook e Lena Dunham com a sua experiência de vida, que é consideravelmente maior que a dos seus colegas de trabalho.

O plano dá certo. Ela consegue um emprego ao lado de Diana Trout, quarentona convicta que detesta as ninfetinhas – pois seu marido a trocou por uma -, e como Liza se passa por uma jovem com apenas quatro anos de vida ‘adulta’ (como ela mesma coloca), já sabemos que ela tem tudo para tornar a vida da nossa heroína um inferno. E o objetivo da série é mostrar essa saga de Liza, que vai viver em um ambiente de trabalho onde todos são mais jovens e descolados, e ela vai ter que se adaptar à esse universo para dar um novo rumo para a sua vida.

Isso, e continuar enganando Josh sobre sua idade.

Eu achei o piloto de Younger algo bem sem sal. Entendi a proposta da série, as várias referências lançadas, e até algumas piadas (a melhor é da troca de e-mail), mas no meu entendimento, falta muito para a série ser chamada de ‘divertida’.

O elenco deixa a desejar, os diálogos em alguns casos beira ao infantil, e a trama geral do piloto não apresenta nada de inovador ou diferente. Não é a comédia que vai levantar questionamentos e tabus, e a partir daí, começar a brincar com esses valores ou preconceitos que acabam aparecendo em um cenário onde o funcionário mais velho tenta se destacar em um universo de jovens talentosos.

Mesmo quando a série tem a chance de flertar com o assunto ‘sexo’, o faz da forma onde você fica incomodado com a piada lançada, não sendo tão engraçado assim. Ok, tem gente que vai achar engraçada a piada do ‘matagal’. Eu não achei. Para mim, foi bobo e comum.

No final das contas, Younger não disse a que veio, e entendo que a série só existe para aqueles que não querem pensar muito ao ver um episódio de uma série todas as semanas. As resoluções são rasas demais, os diálogos fracos… enfim, tudo me incomodou na série. Não diria que era uma porcaria. Só afirmo que ela não me despertou qualquer tipo de interesse para assistir o próximo episódio.

E isso pode ser, em alguns casos, algo pior do que achar a série ‘uma porcaria’.