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A verdade é uma só: todo mundo nesse mundo é esquisito. Não tem ninguém normal. Nem você que acessa esse blog. Logo, uma série sobre quatro esquisitões que se encontram e decidem ser amigos não é nenhum grande absurdo. E é sobre isso que Weird Loners fala: os esquisitos que se encontram na vida.

De fato, os quatro amigos Caryn, Stosh, Eric e Zara são esquisitos, mas estão meio perdidos na vida. Caryn é uma dentista que, depois de dar para um cara em um cruzeiro para solteiros, acha que esse cara vai se casar com ela. Em dois dias. Stosh perdeu o emprego por conta dos seus distúrbios emocionais e, por conta disso, acaba ficando sem apartamento. Logo, vai morar com o seu primo Eric, que acabou de perder o pai, e com a ajuda de Stosh, quer iniciar uma nova fase da sua vida. No primeiro dia em que ele decide fazer isso, ele encontra Zara, uma artista com espírito livre, que por terminar com o namorado, não tem mais onde morar.

E Zara vai viver com Caryn, que é vizinha de Eric.

Os quatro acabam entendendo que, juntos, poderão retomar o controle de suas vidas, resolver suas frustrações e problemas que atrapalham a sua jornada rumo à felicidade e realização pessoal e, o mais importante: juntos, eles sabem que estão ao lado de pessoas que entendem suas esquisitices. Já que para eles todo e qualquer absurdo é considerado como ‘algo normal’, ou uma parte do dia a dia deles.

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Até que achei Weird Loners simpática. A série não tenta ser um remake de Friends, como outras séries já tentaram e fracassaram (a única que deu certo mesmo foi How I Met Your Mother). Posso dizer que, comparado com as comédias de relacionamentos fraquíssimas que estrearam nessa temporada 2014-2015, esse piloto tem um saldo positivo. Ou seja, não é de todo mal. O que já é uma vitória.

Os personagens são carismáticos, o texto é interessante, com algumas piadas mais pesadas (mas nada muito ofensivo). Talvez o personagem de Eric seja algo mais caricata, mas pelo menos no piloto isso não é algo insuportável ou inaceitável. De qualquer forma, fica clara a ideia da produção: mostrar as esquisitices de todo mundo, e quando encontramos as pessoas certas para aceitar nossas esquisitices.

A grande dúvida que fica é se a série será capaz de vingar no período do ano em que ela está estreando. Weird Loners entrou ao ar no complicado período de pré-summer season, onde as audiências dos canais norte-americanos normalmente caem, uma vez que as pessoas encontram outras coisas para fazer do que ficar em casa vendo TV.

De qualquer forma, o piloto de Weird Loners não é aquele que você fica olhando para o relógio o tempo todo, verificando quanto tempo falta para o piloto acabar. É uma série que se propõe a ser diferenciada, mas sem forçar a barra para o PNC ou para algo muito inteligente demais. As piadas são diretas, de fácil compreensão para qualquer pessoa, e as metáforas sobre a vida (se é que elas existem), são muito subliminares.

Entendo que vale a pena você dar uma chance. É claro que existe a possibilidade de você não gostar da série. Mas apenas para dar um parâmetro do que eu vi, ela é melhor que Manhattan Love Story, Cristela e derivados.

E muito melhor que One Big Happy (o que, convenhamos, não é uma missão muito difícil).