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Quem vê cara não vê coração. Definitivamente.

A ABC estreou em episódio duplo a comédia Uncle Buck, baseado no filme do mesmo nome de 1989. Mais uma comédia familiar do canal, onde dessa vez o centro das atenções não é o pai, mas sim, o tio. Meio sem eira nem beira, bem sem rumo, e que coloca a família toda em altas confusões #VibeSessãoDaTarde.

 

Do que se trata?

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A série segue basicamente a mesma premissa do filme, se centrando nas aventuras do tio Buck, um homem de meia idade sem rumo na vida, sem objetivos práticos, sem endereço nem dinheiro no bolso, que adora uma vida fácil e busca soluções práticas na sua vida através de medidas pouco recomendadas para a sociedade cristã ocidental. Um belo dia seu irmão, estável, casado e com três filhos, precisa de alguém para cuidar dos pequenos monstrinhos que eles chamam de filhos. E é aí que Buck entra em ação.

Como tio, ele não chega a impor limites. Pelo contrário: e tão na vibe legalzão, que acaba virando amigo das crianças, que o adoram mais que a Mary Poppins. Mesmo ele quase colocando em risco a casa do irmão e levando os pimpolhos para locais de questionável comportamento, Buck acaba conquistando quase toda a família. A mulher do irmão é a voz da razão (ou da resistência) e acha a ideia de ter um sem rumo como Buck cuidando de seus filhos um verdadeiro absurdo.

Mas como sem o tio Buck não temos série, ela é voto vencido, e todos vão conviver em uma harmonia desordenada ao longo de toda série (isso é, o quanto ela durar, é claro).

 

Vale a pena?

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Não vou negar: eu ri das piadas tontas de Uncle Buck.

Não quero dizer que a série é a nova comédia que você vai amar. Na verdade, ela não tem nada de especial, nada de novo. É bem tonta, e acho que foi por isso que acabei dando risada das piadas. Mas nada que me faça acompanhar a temporada completa.

Na verdade, temos que ver esse tipo de série com um olhar mais específico. Uncle Buck é uma comédia familiar na ABC. Logo, tem grande potencial de dar certo no canal, pois o seu público já está devidamente ambientado às comédias familiares. Do mais a mais, se a audiência da ABC comprou a ideia de black-ish, não pode ser muito difícil fazer a série do tiozão engraçadalho emplacar.

Eu confesso que esperava bem menos do piloto, mas acabei entendendo que o saldo final foi positivo. Para a proposta apresentada pela série, as piadas funcionam, os dois primeiros episódios mostram que a série tem um certo ritmo, e tudo funciona como imaginado por seus roteiristas. De novo: não estou querendo dizer que a série é boa. Achei tudo bem tonto e bem fraco. Mas eu ri.

Fazer o que?

Meu conselho? Se você é bem seletivo para as comédias, recomendo que assista o piloto com os dois pés atrás. As chances de você não gostar do que vai ver aqui são consideráveis. Mas se você desligar o cérebro… quem sabe?