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A fórmula aclamada pela crítica e público está de volta. A HBO estreou a segunda temporada de True Detective, com uma trama completamente nova, com novos personagens, um novo cenário, e uma nova proposta de drama investigativo com temas pesados, personagens intensos, e um novo mistério a ser desvendado em apenas oito episódios. É tudo o que queremos ver em uma excelente série.

Nessa temporada, ao que tudo indica, a lista de malucos e perturbados triplicou. Temos aqui Ray (Colin Farrell), um ‘detetive’ que nada mais é do que um maluco com problemas de controle da raiva, Ani (Rachel McAdams), uma xerife da divisão de investigação criminal com problemas com os homens por conta de uma péssima orientação paterna, e Paul (Taylor Kitsch), um policial rodoviário que é outro maluco que tem problemas com as mulheres.

Nessas eu me pergunto: a polícia não faz exame psicológico para admitir seus profissionais? Basta segurar uma arma e gritar que basta para ser contratado? É isso?

Deixando essas piadinhas infames de lado, o fato é que as vidas desses três se cruzam quando um cidadão dado como desaparecido é encontrado morto em uma estrada. Até aí, beleza. Porém, o cadáver é encontrado com características de quem foi executado por criminosos. Um dos maiores suspeitos é Frank (Vince Vaughn), um investidor afundado no mundo da criminalidade.

Porém, Frank tem como ‘aliado’ o nosso amigo Ray, uma vez que os dois são cúmplices de longa data. E isso deve complicar um pouco a vida dos outros dois oficiais da lei, que por sua vez precisam lidar com os seus próprios problemas em forma de casos em andamento. Ani, por exemplo, investiga uma rede de prostituição onde sua própria irmã é uma das ‘mercadorias’ oferecidas pela internet.

A ideia geral da temporada não se limita a acompanhar a investigação dos três protagonistas, mas principalmente mostrar as dificuldades que eles vão ter por conta dos seus problemas e interesses pessoais nesse caso. Afinal de contas, ninguém ali bate muito bem, e eles ainda são obrigados a trabalhar juntos para descobrir quem cometeu aquele crime bárbaro.

O que vai prevalecer no final das contas?

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Mais uma vez, Nic Pizzolatto mostra o seu valor e talento, e o piloto da segunda temporada de True Detective é muito bom. Talvez pode parecer um pouco mais complicado para se acompanhar para algumas pessoas, já que temos algumas transições de tempo e eventos acontecendo simultaneamente, onde nada se conecta muito bem. Porém, no final do episódio, tudo se alinha, e apresenta a proposta geral da série de forma bem clara.

Temos mais uma série da HBO com texto e roteiro apurados, com excelentes atuações. É um elenco equilibrado, e Vince Vaughn nunca esteve tão contido em sua vida (afinal de contas, ele é bem mais conhecido como um ator de comédia, e não de drama). Colin Farrell também merece destaque positivo como o maluco Ray. Ele é bem crível nesse tipo de papel.

Sem falar que o trabalho de produção é, mais uma vez, algo impecável. Uma produção gigante, complexa, que imerge o telespectador naquela atmosfera pesada e intensa que True Detective propõe. E podemos dizer que a série será ainda mais pesada no futuro (quem acompanhou as notícias publicadas no SpinOff sabe do que eu estou falando), e não poderia ser por menos: estamos falando de uma produção que trata de temas adultos, com uma proposta adulta. Não dá para esperar menos que isso.

Nem preciso dizer que True Detective é altamente recomendado. A primeira temporada exibida em 2014 foi algo surpreendentemente excelente, com uma produção e trama que a qualificam como uma das melhores temporadas de séries de todos os tempos. Com essas credenciais, ver a segunda temporada é algo quase obrigatório para quem gosta de ver séries de qualidade.

Não perca essa oportunidade. True Detective é uma das melhores experiências televisivas que você pode ter nessa summer season 2015.