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O A&E mais uma vez propõe um drama psicológico em formato de uma série procedural. Those Who Kill é uma adaptação de uma série dinamarquesa, e pode render frutos muito interessantes para aqueles que buscam séries com essa pegada. Sem falar que, diante de tudo o que foi apresentado nessa midseason, essa série está bem acima da média.

A série mostra a vida ferrada de Catherine Jensen (Chloë Sevigny), uma detetive especializada em casos envolvendo serial killers. Catherine tem em seu passado o desaparecimento do irmão, que não teve uma solução definida. Apesar dela acreditar que o seu padrasto estar envolvido no crime, não há uma prova clara sobre esse envolvimento. Além disso, a própria Catherine apresenta traços sociopatas, o que pode representar no futuro o envolvimento da mesma em outros crimes.

Catherine terá que trabalhar ao lado do Dr. Thomas Schaffer (James D’Arcy), psiquiatra forense, que vai traçar o perfil dos criminosos dos casos. Catherine não confia plenamente em Shaffer, apesar de entender que ele é importante para chegar aos criminosos. E ela tem motivos para desconfiar dele: afinal de contas, Shaffer também mostra traços de alta periculosidade (e isso ficou claro para nossa protagonista logo de cara).

O problema é que Catherine é obrigada a se aproximar de Shaffer… pois ele está diretamente envolvido com o desaparecimento do seu irmão.

Duas almas perturbadas e até perigosas, trabalhando juntas para tentar resolver crimes de outras mentes perigosas. Essa é a síntese de Those Who Kill.

Como disse antes, diante do que foi apresentado nessa midseason, o piloto da série é muito melhor do que a maioria das séries apresentadas. O piloto engrena depois do minuto 20, se tornando interessante até o final (o episódio tem 49 minutos de duração). A série é bem produzida (apesar de uma cena com um chroma key bem pequeno), com boa ambientação e boa composição dos personagens. Quem gosta de trillers desse tipo deve ficar bem satisfeito com o piloto, e não deve ter muitos problemas em continuar.

Aliás, a composição da série e dos dois protagonistas são dois pontos muito positivos da série. Os protagonistas são “provocativos”, o que faz com que você se importe em querer ver como essa trama vai ser conduzida ao longo da temporada. É difícil defender um dos lados nessa história (acredite, você tende a fazer isso pelo próprio perfil da série), mas uma coisa é certa: não tem bonzinhos entre Catherine e Thomas. Os dois tem muito a esconder, e muito a revelar ao longo dessa temporada.

Devo continuar com Those Who Kill. Até porque tende a ser algo promissor. Como o canal A&E tem crédito comigo, com mais acertos do que erros, eu recomendo que você ao menos veja o piloto, e tire suas próprias conclusões. Nesse primeiro teste, a série passa. E com louvor.