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A série mais esperada da temporada, a que entregou o promo mais promissor, e a que tem a história mais aceitável das estreias do canal. The Tomorrow People foi norteada de expectativas e elogios por aqueles poucos que viram o seu piloto antes de sua estreia. E depois de 42 minutos de episódio, podemos dizer que eles não decepcionaram. Ou que “passou no primeiro teste”.

A série mostra o duelo entre “as Pessoas do Amanhã” e a organização Ultra. No meio de tudo isso, temos o nosso personagem central, Stephen Jameson (Robbie Amell), um jovem atormentado, que acredita ter sérios problemas psicológicos (a ponto de se entupir de remédios por conta disso). Um exemplo dos seus problemas: do nada, ele acorda na cama dos seus vizinhos. Entre eles. Sem falar que Stephen ouve vozes. Que só ele ouve.

Em um belo dia, Stephen é “sequestrado” pela tal turma do The Tomorrow People, que é considerada uma espécie de evolução humana, já que eles desenvolveram poderes especiais, sem qualquer tipo de explicação aparente. Esse grupo de pessoas contam essencialmente com três grandes poderes: telecinese, teletransporte e telepatia. O pessoal da Ultra entende que esse grupo de “pessoas do amanhã” são perigosas, e precisam ser detidas e estudadas.

Stephen fica sabendo depois que o seu pai, que ele mal conheceu, tinha os mesmos poderes que ele está desenvolvendo. Mais: ele descobre que tem mais poderes que os demais, e que pode liderar esse grupo de pessoas especiais para combater a Ultra. Até porque os poderes de Stephen não só funcionam no QG da Ultra (que conseguiu criar algum tipo de campo de imunidade em relação aos especiais), mas que possui poderes que vão além daqueles que esse grupo de pessoas conhece.

E isso torna o jovem Stephen como alvo de disputa dos dois grupos.

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Por partes. Antes que eu me esqueça: Sarah Clarke, que precisa pagar as contas depois de ser a Nina Myers em 24 Horas, foi parar em uma série da CW. Que coisa, hein?

Noves fora, o piloto de The Tomorrow People é bom, dentro do padrão CW. Você sabe que esta é uma série da CW por causa das interpretações fracas, da história de fácil digestão, e pela narração em off do protagonista. Isso tudo é muito CW. Por outro lado, se pensarmos que eles já apresentaram séries como Hellcats e Ringer, e que no ano passado tiveram uma das séries mais elogiadas da temporada (Arrow), podemos dizer que o piloto de The Tomorrow People é muito bom.

Ainda mais se compararmos com as demais séries da fall season 2013. Comparando com Hostages e Ironside, eu indico The Tomorrow People ao Emmy agora!

Falando um pouco mais sério, o ponto positivo desse piloto é que ele é redondo. Ele não tenta fazer coisas absurdas, apresenta os personagens e suas motivações, lança as perguntas e deixa alguns mistérios para trazer o telespectador de volta para o próximo episódio. Tudo aquilo que um bom piloto de série precisa ter. Sem falar que não temos exageros de roteiro e de atuação. Talvez o Mark Pellegrino dê uma certa exagerada no seu ar de vilão, mas ele faz isso desde os tempos de Lost. Logo, está tudo certo.

E o mais importante: The Tomorrow People é a prova cabal que a ABC faz um serviço de b*sta nos efeitos visuais de Once Upon a Time (e, pelo visto, piorou a coisa em Once Upon a Time in Wonderland). Até a CW consegue fazer efeitos visuais melhores. Tudo bem, tem um ou outro prédio digitalizado (que dá para perceber), mas não é nenhum absurdo como vemos na série de fantasia da ABC, que me afasta completamente da possibilidade de assistir a produção (e me pergunto como as pessoas conseguem ver OUAT, ainda mais em alta definição; é algo horroroso).

Por fim, The Tomorrow People passou no primeiro teste, e acho que vai vingar junto à audiência do canal. Já começou com boa audiência para os padrões CW. É só não exagerar nos efeitos visuais, e deixar de lado os argumentos absurdos, que deve conseguir uma renovação com certa facilidade.