The-Red-Road-Sundance

Para quem estava sentindo falta de Khal Drogo, eu tenho uma boa e uma má notícia. A boa notícia é que ele (ou o cara que vestia a sua pele) está de volta. A má notícia é que não é o Khal Drogo… até porque Jason Momoa se revelou um ator muito melhor que Game of Thrones vendeu. Seja como for, o Sundance Channel apresenta The Red Road, uma série que é descrita como um “western moderno”, que apesar de um ritmo um tanto quanto pausado, apresenta uma premissa razoavelmente interessante.

A série conta a história de duas comunidades que tentam conviver e se suportar na cidade fictícia de Walpole, localizada entre Nova York e Nova Jersey. Nessa cidade, o xerife Harold Jensen (Martin Henderson) tenta equilibrar suas atividades da lei e da ordem enquanto tenta manter a sua família unida, uma vez que sua esposa tenta se livrar do seu vício pelo alcoolismo. Por outro lado, ele também precisa segurar o tenso clima entre os “homens brancos” (apenas uma expressão, ok?) e os índios da tribo Ramapough, que vivem na Montanha Ramapo, próximo de Walpole, que estão esperando a primeira oportunidade para entrar em conflito com eles.

A situação se complica para o xerife Jensen quando Phillip Kopus (Jason Momoa), um conhecido dos tempos de colégio e ex-policial, voltou para a cidade depois de um bom tempo longe. Philip está lá para coordenar as atividades criminosas do pai, e é um elemento que, apesar de tentar entrar na linha, é tido como de alta periculosidade. Até porque ele foi acusado de ter envolvimento com a morte do irmão gêmeo de Jensen.

Para piorar ainda mais a situação (como se fosse possível), a filha de Jensen está se envolvendo com o irmão mais novo de Philip. A mãe da menina não gosta muito da ideia, e decide sair por aí com arma em punho, ameaçando pessoas e andando em alta velocidade com sua SUV pelas ruas da cidade. Até atropelar um dos índios da tribo local, e fugir, sem prestar socorro.

Ou seja, temos motivos mais que suficientes para que os dois lados entrem na porrada (ou no tiro) a qualquer momento.

Como eu disse no começo, o que mais me chamou a atenção em The Red Road e ver que Jason Momoa é bem mais ator do que aquilo que ele apresentou em Game of Thrones. E que a limitação de Khal Drogo comprova que ele é bom ator sim. Mas deixando isso de lado, o piloto da série é interessante, ao menos. Tem uma proposta de trama que te convida a ver o próximo episódio, ao menos para saber quem vai dar o primeiro tiro.

Ao que tudo indica, não é uma série de ação, onde a porrada vai comer solta em todo episódio. É um drama denso e pesado, porém, com narrativa lenta. Logo, aqueles que não se adaptam à séries cuja narrativa precisa mostrar os personagens com um pouco mais de detalhes, tem muitas chances de desejar que o piloto termine logo.

Mas no final das contas, The Red Road tem crédito comigo. Não digo que vou continuar com a série por não ser o tipo de série que eu gosto (dramas do tipo “eu vou te matar se você namorar minha filha”), mas nem por isso tiro o crédito do piloto. Acho que ele pode agradar algumas pessoas que gostam de séries com uma tensão física rolando o tempo todo, com personagens que querem se pegar na porrada, mas como precisam ter motivos REALMENTE PALPÁVEIS para mandar o politicamente correto para o inferno, eles educadamente usam ameaças do tipo “pega essa arma de presente, pois algo me diz que você vai precisar”.