Pilot

Ah, The Millers… depois de esperar pela legenda que não era lançada nunca (eu poderia ver sem legenda, mas nesse caso, estava com muita preguiça), fui assistir a nova série de Will Arnett sem legendas mesmo. Existe um ponto positivo? Sim, pelo menos dois: 1) Will Arnett é um inútil na série e, por conta disso 2) a série poderia ser bem pior do que aquilo que o promo nos vendeu.

Explicando tudo do começo. Nathan Miller (Will Arnett) é um recém divorciado, que está voltando a se acostumar com a sua nova vida de solteiro. Até que um belo dia, seus pais, Tom (Beau Bridges) e Carol (Margo Martindale) decidem fazer uma “visita forçada” (já que seu pai desajeitado inundou a própria casa). Até então, os seus pais não sabem do seu divórcio. E aí está o grande erro de Natham.

Quando ele decide comunicar o seu divórcio, sua mãe entra em colapso, pois entende que isso é o fim do mundo. Mas Nathan, na inocência, decide dizer que “está feliz com o divórcio”.

Ao receber essa informação, Tom, pai de Nathan, e de saco cheio por ficar em um casamento de 43 anos com Carol, decide fazer exatamente o mesmo: pedir o divórcio de Carol. Se muda para a casa da outra filha do casal, Debbie (Jayma Mays), que ao lado do marido Adam (Nelson Franklin), vai tentar sobreviver ao pai que coloca qualquer coisa no microondas, ou que não sabe qual controle remoto utilizar para ligar a TV.

Enquanto isso, Nathan terá como nova “colega de quarto” a mãe Carol, que vive na base de remédios para se colocar emocionalmente apta a viver uma vida em sociedade, mas que também vai ter que se ajustar à nova situação. E soltar alguns flatos eventualmente.

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Eu confesso que esperava algo muito pior desse piloto. Na verdade, esperava um desastre completo sem precedentes, um lixo intergalático que fosse insuportável, mesmo queimando no sol. Não é nada disso. The Millers só é uma comédia BEM fraca. Seria mais suportável se não tivesse o Will Arnett no elenco (sério, ele não serve para nada, exceto fazer a melhor cena do episódio: dançar com a mãe ao som de Dirty Dancing).

Aliás, as melhores coisas que você pode encontrar no piloto de The Millers são Beau Bridges e Margo Martindale. Os dois estão ótimos como pais de Nathan, e pode ser o único motivo real para você insistir na série. E, mesmo assim, eu digo para quem vai continuar: não se apegue muito, pois o entorno atrapalha.

O grande problema de The Millers é que, mesmo com situações que beiram ao carismático, possui piadas relativamente fracas. E olha que estou considerando a decisão de colocar apenas duas piadas com peido no piloto como sábia, e mesmo assim, é algo vergonhoso. Ainda mais para Margo Martindale, que já venceu um Emmy por atuações incríveis. As melhores situações do episódio são mesmo voltadas para os pais de Nathan (inclusive a descrição da última transa dos dois), e talvez a série tenha alguma salvação se o foco for os dois. Só a carisma de Bridges e Martindale para fazer com que o telespectador se interesse nessa história.

Fora isso, The Millers até sai com saldo positivo por não ser um desastre completo. Até porque já tivemos nessa temporada We Are Men, que cumpriu com essa missão de ser o grande lixo das séries novas de forma perfeita. Porém, vai ter que trabalhar muito para se salvar. Mesmo.