The-Fosters-2013-S01-520x300

Uma das gratas surpresas desse início de Summer Season é The Fosters. O novo drama da ABC Family apresenta uma proposta mais adulta que as demais séries do canal, mas sem perder o frescor da juventude proposto pelo mesmo canal. Bom, ao menos apresenta uma história mais próxima da realidade, sem certos absurdos como um “-A Team” ou um sociopata adolescente, cujas estudantes querem dar para ele a todo custo. Mas isso é história para outro post.

Em The Fosters, acompanhamos a vida do casal Lena Adams (Sherri Shaum) e Stef Foster (Teri Polo), que superam todo o tipo de dificuldades e preconceitos possíveis em nome de uma vida plena e feliz. E quando digo isso, não é nenhum exagero. Se não bastasse as dificuldades econômicas comuns a todos os norte-americanos, Lena e Stef é um casal lésbico e inter-racial. Ou seja, a vida delas não é nada fácil.

Mas elas são felizes. Felizes e estáveis. Lena é assistente social e Stef é policial. Juntas elas formam uma grande família, com os filho biológico de Stef, Brandon (David Lambert) e os gêmeos adotivos de Lena, Jesus (Jake T. Austin) e Mariana (Cierra Ramirez). Até que em um belo dia, essa família aumenta, com dois novos agregados de Lena: Callie (Maia Mitchell), jovem de 16 anos de idade que deixou o reformatório recentemente, e Jude (Hayden Bryerly) o seu irmão mais novo.

Callie era vítima de violência doméstica por parte do pai, e acabou indo para o reformatório depois de destruir o carro dele com um taco de baseball. Acabou ficando com os Fosters porque Lena e Stef viram algo de especial nela. Ainda mais quando a própria Callie arrisca a sua pele para tirar o irmão dos maus tratos do pai.

Como eu disse antes, The Fosters foi uma grata surpresa para mim. Mesmo com algumas inconsistências no seu piloto (o argumento de Mariana em buscar a mãe biológica, e até a “fuga” de Callie e Brandon para buscar Julian), a série tem uma proposta honesta e consistente. Não é um dramalhão pesado, que te emociona a cada cena que aparece alguém chorando, mas os personagens são carismáticos a ponto de você se importar com eles. E isso é o que importa.

Me agrada muito a ideia de um canal de televisão colocar uma série de pontos relevantes a serem abordados. Um dos pontos altos da série é justamente o casal Lena e Stef. A integração desses personagens é ótima, e você realmente se convence que as duas possuem uma união estável de longa data. Sem falar em alguns pequenos pontos do texto que mostra que é sim possível qualquer criança crescer com um casal de gays como pais, e serem crianças normais (eu sempre acreditei que isso poderia ser possível, mas infelizmente vivemos em uma sociedade onde algumas pessoas precisam receber isso em forma de desenho).

Principalmente na fala “elas preferem o termo ‘seres humanos'”.

Outro ponto positivo da série é a interação entre os filhos. Apesar de parecer uma conferência da ONU (e mesmo com um elenco juvenil mais fraco), The Fosters passa aquela boa impressão que, mesmo depois das dificuldades de aceitação daquela situação, aquela família está no momento de estabilidade, onde tudo funciona, e onde eles vivem em harmonia com todas as diferenças de personalidades.

Eu recomendo que ao menos você veja o piloto de The Fosters. Para o “padrão de qualidade ABC Family”, está acima da média. Não é a série que vai mudar a sua vida, mas ao menos é uma proposta para que você veja o mundo sob uma perspectiva diferente. A série lembra, de forma muito vaga (sem comparações, amigos) o drama Party of Five. Com a diferença fundamental que os pais estão vivos. E que são duas mães.