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Pode ter sido a minha sorte não ter produzido um post de primeiras impressões sobre o piloto de The Flash que vazou no meio do ano. Eu me lembro que estava passando um período mais ocupado da minha vida, o que me impediu de escrever sobre o assunto aqui no blog. De qualquer forma, chegou a hora de falar do piloto que vale, aquele que foi ao ar nessa semana nos EUA, e que entregou ‘apenas’ a terceira maior audiência de uma estreia de série da história do canal CW.

A série é centrada na vida de Barry Allen (Grant Gustin), um investigador-assistente da polícia de Central City. Com cara de bom moço e amigo de (quase) todo mundo, Barry perdeu a mãe aos 11 anos de idade, sob circunstâncias misteriosas, que só começariam a ser explicadas no futuro, quando ele sofre um acidente dentro de um laboratório. Tá, não é um acidente qualquer: ele sofre os efeitos da combinação de um acidente em um acelerador de partículas com um raio que cai no local onde ele está.

Nove meses depois de coma, Barry acorda ao som de Lady Gaga, e percebe que o seu corpo mudou, ficando mais forte e, principalmente, mais rápido. Aí você pergunta: ‘ele virou gay?’ E eu respondo: ‘é claro que não, seu estúpido!’ (aprende, Feliciano: as pessoas não viram gays, e não é um raio que vai mudar isso de um lado ou de outro). Basicamente o seu metabolismo trabalha muito mais rápido que os demais, com capacidade de recuperação muito maior, uma força maior, e uma velocidade de movimentos muito acima do normal.

Barry então se lembra que o incidente da morte de sua mãe envolveu alguém com características semelhantes ao que ele está descobrindo. Logo, se ele ficou assim com essa conjunção de fatores, outras pessoas na mesma situação estão espalhadas pelo planeta, e nem todas com boas intensões. E ele está certo: aqueles que querem se aproveitar dessas habilidades para o crime começam a aparecer, e Barry entende que pode utilizar seus poderes para ajudar as pessoas e até salvar vidas.

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O piloto de The Flash exibido pela CW de forma oficial em 07 de outubro possui diferenças substanciais em relação ao piloto que vazou no meio do ano. E não falo apenas da parte de pós produção e efeitos visuais (algo que é óbvio, já que o piloto que vazou estava inacabado). As diferenças que me chamaram a atenção positivamente está na estrutura do piloto em si, que está melhor amarrado, contando melhor como os acontecimentos da série começam.

No piloto inacabado, os acontecimentos que mostravam a construção do herói The Flash aconteciam em uma velocidade que não dava muita margem para que o telespectador criasse uma empatia com o mesmo. Era tudo muito ‘pá-bum, pronto… sou o The Flash e vou combater o crime’. Nesse novo piloto, personagens como o chefe do departamento de polícia e sua filha (ex-namorada de Barry) foram melhor explorados, estruturando melhor o piloto e colocando pequenos eventos que serão fios condutores para a continuidade da temporada.

Além disso, apesar do primeiro vilão da temporada ainda estar presente no piloto (e isso ser algo um tanto quanto apressado, prejudicando um pouco o processo de construção do herói na trama), sua presença passa a ter mais lógica com o replanejamento do piloto, o que considero um acerto. Se a temporada manter esse plano (mesmo com grandes chances de ser a série do ‘vilão do dia’), acho que a série tem grandes chances de sucesso.

Não foi à toa que a CW conseguiu 4.5 milhões de telespectadores na audiência geral, e demo 18-49 anos de 1.8 com a estreia de The Flash. É um piloto muito bom, mantendo o estilo já consolidado em Arrow, com um episódio divertido e bem estruturado. Entendo que a série vai entregar aquilo que os fãs desejam ver, e principalmente, aquilo que a audiência da CW quer assistir. E é nisso que o canal deve investir daqui para frente.

É cedo para dizer, e tudo pode dar errado daqui para frente. Mas ao que tudo indica, a DC e a Warner Bros. já sabem qual é a fórmula de sucesso. Se você gosta de Arrow, as chances de você gostar de The Flash são enormes. Eu recomendo. É a CW mostrando o que sabe fazer de melhor e bem feito.