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Chris Meloni estava lá em Law & Order: SVU. De repente, ele começou a fazer um #mimimi danado para sair da série. Queria ser protagonista em outra produção. Conseguiu deixar a série da NBC. Pouco tempo depois, conseguiu o seu objetivo em Surviving Jack, nova comédia da Fox. A pergunta que fica é: “será que a troca valeu a pena?” #ironic. Vamos tentar descobrir a partir de agora.

A série é ambientada na década de 1990, contando a história de Jack Dunlevy (Meloni), um ex-militar que decide se tornar um “pai em tempo integral”, cuidando da casa e dos filhos enquanto a sua esposa, Joanne (Rachel Harris) decide fazer a faculdade de direito. A história é contada a partir da perspectiva do seu filho, Frankie (Connor Buckley), que assim como a sua irmã Rachel (Claudia Lee), é vítima de todo o temperamento excêntrico do pai.

Na verdade, Jack não só é excêntrico, como faz de tudo para fazer da vida dos seus filhos um inferno, com um único objetivo: mostrar para eles que a vida não é essa moleza que eles viviam até então. Conversas conciliatórias? Problemas de auto-afirmação? Espinhas? Puberdade? Virgindade? Todos esses temas são lidados por Jack da forma mais prática e objetiva possível, e seus filhos rapidamente vão perceber que ter o pai supervisionando de perto o período mais turbulento de suas vidas podem representar lições definitivas para o futuro. Ou marcas irrecuperáveis. O que vier primeiro.

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Aos fatos: o piloto de Surviving Jack é uma tortura! Foi difícil completar os 20 minutos do piloto. A premissa é tipica de um filme da Sessão da Tarde, e o piloto, como um todo, tenta passar essa impressão. E essa é a melhor parte.

Deixemos de lado a clara tentativa da Fox em embarcar em propostas já apresentadas em outras produções (The Wonder Years, That’ 70s Show, The Goldbergs e derivados), que é fazer uma série familiar, ambientada em uma década nostálgica, cheias de referências musicais e de cultura pop do período em questão, mas com piadas fracas e argumentos que não conseguem se sustentar.

Chris Meloni, como protagonista, não colou. No lugar de rir com o pai excêntrico/bizarro (algo que não é difícil, principalmente quando olhamos para Red Forman e Murray Goldberg), a vontade que você tem é de bater nele, uma vez que ele chega facilmente no estágio de insuportável. Mais: você não importa muito com o fato dele promover o bullying explícito com os filhos. Pelo contrário: se incomoda com isso. Mas não pelo lado constrangedor, o que seria bem legal.

Além disso, todo o restante do elenco principal é fraco e sem vida. Mais uma vez você não se importa com a esposa que vai fazer faculdade (e, de novo, deixa os rebentos nas mãos do pai), com os filhos, com os amigos dos filhos. Nada empolga muito em Surviving Jack.

A série estreia no Brasil na próxima segunda-feira (07), no Warner Channel. Mas… quer um conselho de amigo? Veja com uma boa dose de ressalvas. Ok, você pode gostar da série, e até dar uma segunda chance depois do piloto. Porém, não creio que seja tão melhor assim que outras comédias que estão no ar na Fox (talvez melhor que Dads – o que, convenhamos, não é missão complicada), e vai precisar se esforçar muito para se manter no ar. Contar com a ajuda da audiência de American Idol será importante. Porém, precisa fazer por onde por conta própria.

E o trocadilho infame fica: será que esse Jack consegue sobreviver na programação da Fox? Sim porque o outro Jack… bem… #JackIsBack #VemNiMimCincoDeMaio.