superstar_logo_amarelo

Com o fim de Big Brother 14 (conhecido também como “a pior temporada do Big Brother de todos os tempos”), o ano de 2014 finalmente começou para a Rede Globo, que apresentou nesse final de semana uma nova identidade visual, e uma nova programação, que tenta se comunicar com o novo perfil do telespectador. Para isso, adquiriu os direitos de SuperStar, reality musical que aposta justamente na “segunda tela” para decolar na programação.

Nesse post de primeiras impressões, vou ter que dividir em duas partes: o programa em si, e a polêmica da tal interatividade não ter funcionado. Faço isso apenas por entender que são dois fatores diferentes, onde o programa merece receber elogios e críticas pontuais. Mas antes, vamos explicar como a brincadeira funciona.

O que diferencia o SuperStar de outros programas do gênero é a sua mecânica de escolha das bandas. Há uma pré-seleção feita pela produção do programa, que escolhe aquelas bandas que contam com potencial para se apresentarem no programa ao vivo, diante de uma parede que atua como tela, mostrando como está a interação do público e dos jurados.

Falando nos jurados, temos Ivete Sangalo, Fábio Jr e Dinho Ouro Preto (vocalista do Capital Inicial), além de André Marques, Fernanda Paes Leme e Fernanda Lima na apresentação do programa (esta última na apresentação geral).

As bandas se apresentam diante da tal parede social, e contam com aproximadamente dois minutos para conseguir um índice de aprovação igual ou superior a 70% ao longo de sua performance. Aqui, o peso do voto popular (audiência via internet) é grande, pois pelo menos 49% desse tal índice de aprovação tem que vir do telespectador, e em um curto espaço de tempo. Os outros 21% está nas mãos dos jurados, com 7% de peso para cada um.

Serão aprovadas 24 bandas na fase inicial, que serão representadas por cada um dos jurados (8 bandas por jurado). Essas bandas se enfrentam nas próximas fases, com eliminação por votação popular, até que uma das bandas será considerada a vencedora.

Muito bem, por partes, como diria o Chico Picadinho.

O conceito de SuperStar vem de um formato israelense, que por sua vez terá uma versão norte-americana produzida pela ABC durante a summer season 2014. No geral, a mecânica do programa é bem interessante, apesar de não acrescentar nada de muito novo para o espectador. Talvez quem vai mesmo sair ganhando é a banda, que pode tocar as primeiras notas sem precisar estar diante dos treinadores ou do público. É uma espécie de “audição às cegas”, o que acaba beneficiando o artista que se apresenta.

No geral, o programa funcionou. Fernanda Lima é a mulher do momento na Rede Globo, André Marques deu uma repaginada no “shape” (é assim que escreve?) e Fernanda Paes Leme pouco aparece na parte “social/interativa” do programa. O trio de jurados também agrada: Ivete Sangalo segue sendo uma simpatia só, Fábio Jr. pouco falou (timidez, talvez?) e Dinho Ouro Preto conseguiu segurar a onda de não mandar um “cara” ou “f*da” ou “c*r*lho” a cada cinco palavras ditas por ele.

Ou seja, tudo certo, tudo no seu lugar… bom, quase isso.

Muitos internautas que acompanharam o programa ao vivo na noite de ontem (06) reclamaram que o aplicativo do programa simplesmente não funcionou. Logo, fica a dúvida sobre o quão grande foi o problema para a Rede Globo, e também sobre o volume de votos que escolheram as bandas que foram aprovadas nesse primeiro programa. Ok, todo sistema de votação pode apresentar problemas no primeiro dia (me lembro do The Million Dolar Quiz na NBC, onde Ryan Seacrest teve que pedir desculpas, pois o aplicativo do programa não funcionou na estreia).

Porém, é preciso prever um grande volume de internautas acessando a mesma estrutura de dados. Afinal de contas, estamos falando da emissora de TV com maior audiência no Brasil, e mesmo com horário avançado do programa, era de se esperar que, ao menos nesse primeiro dia, a participação fosse maciça.

De qualquer forma, SuperStar, apesar dos pesares, passou no primeiro teste. Para quem é viciado nos realitys musicais, será uma boa alternativa na Globo antes da volta de The Voice Brasil. E para os fãs de séries que consomem o conteúdo do SpinOff todos os dias, é uma forma de ter um preview do programa que a ABC vai exibir no meio do ano.