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Sim… demorei muito para fazer o post de primeiras impressões de Star-Crossed. Não que eu não quisesse. Faltou tempo mesmo. Então, vamos aqui passar as primeiras impressões do drama dos alienígenas tatuados.

Era uma vez o ano de 2014, onde uma raça alienígena invade a Terra. Eles vieram de um planeta que foi extinto, e entenderam que as similaridades com a Terra eram muitas. Logo, por que não vir para cá, não é mesmo?

Aqui, os alienígenas encontraram um mundo hostil, com pessoas mostrando o medo de serem dominados pelos tatuados através da violência. Exceto uma pequena garotinha, que oferece macarronada para o pequeno alienígena tatuado. Enfim, todos os alienígenas foram capturados e contidos em zonas de convivência.

Dez anos depois, entenderam que os pequenos alienígenas (agora jovens) poderiam iniciar uma tentativa de convivência comum entre humanos e terráqueos, e cinco deles são matriculados em uma escola colegial de humanos. E tal como acontece na maioria das escolas norte-americanas, existem os “grupos” que segregam (ou são segregados) outros grupos de estudantes (marombados, atletas, jogadores de futebol americano, cheerleaders, mauricinhos, CDFs, perdedores, etc).

Agora, imagine o que acontece com os alienígenas tatuados? Isso mesmo: são segregados… pela escola inteira.

Menos uma: a pequena humana, que deu macarronada para o pequeno alienígena. Hoje, ambos são adolescentes (apesar da moça ter cara de velha), se reencontram, e começam uma “linda e impossível história de amor”.

E temos Star-Crossed. Outras coisas acontecem no piloto, mas não quero aqui frustrar suas expectativas com spoilers.

O que achei de tudo isso? Bom, o problema de Star-Crossed é que a sua trama é fraca. Não tem nada de extraordinário na série, que por sinal, “grita” que é uma típica série da “família CW”. E isso pode garantir o sucesso da série no canal. Não será estranho ver pessoas me xingando por conta das minhas críticas à série, e até entendo que elas gostem. Afinal, foi feita sob medida para eles.

De qualquer forma, não gostei, e pedradas não vão mudar o meu pensamento. A série basicamente coloca mais um grupo de jovens que serão massacrados pelos demais por conta de uma diferença qualquer (e falo qualquer mesmo: a única coisa que mostra que eles são alienígenas são as tatuagens), ilustrando o que acontece em boa parte dos colégios americanos: o preconceito por conta das diferenças. Tem a sua pseudo função social nesse aspecto, mas não dá pra dizer que a série é “incrível” por causa disso.

O elenco incomoda, é difícil de apegar aos personagens, e não ajuda em nada eles gastarem os últimos quatro minutos do episódio com cenas em câmera lenta, ao som de uma versão alternativa da música “Age of Aquarius”. Não, CW… não… não funciona desse jeito.

Como ponto positivo, poucos efeitos visuais galhofas no piloto. CW aprendendo nesse aspecto (ainda não vi nessa temporada cenas das novas séries da CW com a categoria “Jesus, por favor, queime as minhas retinas”).

Talvez o problema seja comigo mesmo. Definitivamente, não sou o público-alvo da série. De qualquer forma, se você é “família CW” juramentado, ao menos tente ver o piloto de Star-Crossed. As chances de você se apegar ao drama do amor impossível entre a humana com cara de velha e o alienígena tatuado que faz cara de Crepúsculo são consideráveis.