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Bela tentativa de ser criativo, mas…

Son of Zorn combina animação e live action de forma semi-tosca, com o objetivo de fazer uma comédia de situação pura e simples. E não posso reclamar pela tentativa. Afinal de contas, na temporada de reboots, remakes e adaptações, essa é uma das poucas histórias e formatos minimamente originais da temporada.

Porém, é um dos argumentos pelos quais os canais estão investindo em reboots, remakes e adaptações.

 

Volta, Will & Grace! (só usei esse cabeçalho para isso, ele não está relacionado ao texto)

 

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Son of Zorn conta a história da relação entre Alan, o adolescente vegano nerd/almofadinha e seu pai, Zorn (voz de Jason Sudeikis), herói de um desenho animado.

A surrealidade não se limita à combinação de dois mundos. Também está no fato que Zorn decide deixar as batalhas na ilha de Zephyria que ele defende para voltar para Orange County para se reconectar com o filho e com a ex-esposa Edie (Cheryl Hines).

Na volta, descobre que Edie decidiu seguir em frente com a vida. Está noiva de Craig (Tim Meadows), algo que obviamente não agrada Zorn.

Mas na sua tentativa de recuperar sua vida e obter o respeito do filho, o nosso herói decide arrumar um emprego, usar roupa de gente normal e mostrar que pode ser um pai mais presente para seu filho.

Mal sabe ele que sua conexão com o moleque vai se tornar algo muito mais próximo… em vários aspectos.

 

A metáfora do “pai herói” em Son of Zorn

 

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Tá bom. Eu saquei qual é a de Son of Zorn. Sei que a série quer fazer uma brincadeira com a metáfora do “meu pai é meu herói, ele é o máximo, ele tem super poderes”, e em algum momento alguém disse “ok, vamos ver como seria se ele fosse literalmente um herói”.

O problema é que mesmo sendo um herói, Zorn se comporta como um típico cidadão divorciado. Meio largado, inconsequente e beirando à burrice mesmo.

E talvez por isso a série me causou um pouco de irritação. As piadas são meio óbvias em boa parte o tempo, e quando você começa a dar risada do fato de um desenho animado tentar matar um pássaro gigante também feito de desenho animado na base da porrada, é sinal que a coisa fica bem complicada.

A combinação da animação com o live action não é algo orgânico. É meio tosco mesmo, e talvez a ideia fosse essa. Mas o que quero dizer e que, na prática, as atuações ficam engessadas, e a série perde ritmo com isso.

Com tudo isso, não achei Son of Zorn algo detestável. Só achei fraca. Uma tentativa infeliz de fazer algo mais original em uma temporada marcada pelo mais do mesmo.

E digo até que “infelizmente” é uma série fraca. Pois precisamos de comédias de boa qualidade.