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Desde o final de House, M.D., a Fox procura um novo procedural no mesmo estilo para chamar de seu. Ter um protagonista fodástico, que resolve todos os casos só de olhar, com uma personalidade marcante, seja como um insuportável, ou como um pegador. Ano passado, Backstrom afundou de forma miserável. E esse ano, Rosewood tem tudo para ter exatamente o mesmo destino.

O Dr. Beaumont Rosewood, Jr. (Morris Chestnut) se auto proclama “o Beethoven da patologia” de Miami. Ele se acha o cara, o macho-alfa, o pegador. É capaz de descobrir sintomas de um falecido apenas olhando para ele, e pode encontrar soluções para determinados casos mais complexos apenas olhando para um copo de água com gelo e gás. O cara é demais. Sem ele, eu não sei porque faria sentido a vida na Terra.

Rosewood quase teve a sua licença cassada, e trabalha com sua irmã em uma laboratório próprio. Ele até tem amigos na polícia, porém, essas pessoas não o consideram muito como um amigo, já que ele insiste em fazer o trabalho deles melhor do que eles mesmos. Afinal de contas, os policiais não são treinados para terem o olhar clínico do nosso protagonista, que como eu já destaquei no parágrafo anterior, se auto proclama “o Beethoven da patologia”.

Até que Rosewood se envolve com um crime à pedido de sua mãe. Esse crime faz com que o seu caminho se cruze com o da Detetive Annalise Villa (Jaina Lee Ortiz), novata em Miami que vai assumir o caso. Como é natural nessas produções, ela (e todo o departamento de polícia de Miami) não confiam na competência de Rosewood, mas como precisamos ter uma história, rapidamente a dupla se entende (já que a tensão sexual começa a falar mais alto), e os dois descobrem que podem trabalhar juntos (que surpresa…).

Agora, Rosewood entende que pode se divertir um pouco ajudando a polícia (e Villa) a desvendar os assassinatos locais. Até porque o nosso protagonista não tem muito tempo de vida útil, e ele quer fazer com que esse tempo de vida que resta realmente vale a pena.

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Sendo bem objetivo: Rosewood é uma série absolutamente desnecessária.

Não há motivos para a Fox tentar de novo emplacar um procedural com protagonista fodão, que é capaz de resolver os crimes só de olhar para o morto. Não faz o menor sentido. Não é algo atraente. É um argumento raso demais para se ter uma série dessas no ar. É difícil imaginar o desenvolvimento de uma temporada, e mesmo que se crie arcos paralelos (algo que não aconteceu, já que os únicos disponíveis são a tensão sexual entre Rosewood e Villa e o próprio Rosewood com problemas de saúde), a série não tem conteúdo suficiente para criar plots que podem ser desenvolvidos ao longo da temporada.

Aí, é necessário apelar para recursos criativos já vistos em outras séries: colocar Rosewood entre a vida e a morte, um inimigo para Rosewood ou Villa, uma vingança pessoal… e acho que todo o clima latino e alto astral que a série transborda pode impedir que isso aconteça.

Sem falar que ninguém – absolutamente ninguém – consegue ser carismático na série, principalmente o protagonista. Rosewood em si é um personagem canastrão, caricata, pouco interessante, altamente pedante, chato e inconveniente. Em um mundo perfeito, ele seria preso por assédio sexual a qualquer momento. Fica difícil fazer uma série desse porte engrenar com um protagonista que não funciona.

Bom, escrevi demais sobre uma porcaria. Rosewood não tem chances de ser renovada. É a primeira série que podemos colocar na lista de cancelamento certo (#cancelada). Aliás, não sei o que deu na cabeça da Fox para colocar uma série com plot geral tão fraco ou pouco criativo.

Melhor: não sei quem Morris Chestnut pegou na Fox para ter essa série aprovada. Só isso explica um piloto tão fraco ser aprovado.