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Dissemos recentemente em uma edição do SpinOff Podcast que a summer season 2015 está muito mais promissora na TV a cabo do que na TV aberta. Proof é apenas mais uma prova do que estamos falando. Apesar de lidar com um tema delicado – a vida após a morte -, o drama faz isso com uma seriedade e maturidade suficientes para que a sua trama seja atraente não só para aqueles que se interessam pelo assunto.

A série acompanha a vida da Dra. Carolyn Tyler (Jennifer Beals), que tenta seguir com a vida depois da morte do seu filho adolescente. Ela é competente e dedicada no seu ofício de salvar vidas, e decidiu se entregar ao trabalho para tentar superar a perda e a dor do fim. Apesar de ela mesma não querer que fosse assim.

Porém, Carolyn desenvolve uma certa proximidade com determinados pacientes que passaram pela experiência de ficarem muito próximos da morte, ou até mesmo serem considerados clinicamente mortos, mas que depois voltaram à vida por um algum motivo. Ela começa a ver o ‘outro lado da vida’ dessas pessoas, ou o momento onde elas quase passam para o outro mundo. Mas se mantém um pouco cética em relação a tudo isso.

Até que Ivan Turing (Matthew Modine), um bilionário do mundo da tecnologia, portador de um câncer em estágio terminal, cruza o caminho de Carolyn com uma proposta intrigante: oferecer todos os seus recursos (e até mesmo a sua fortuna para ela após a sua morte) para um estudo investigativo que prove com evidências científicas que a morte não é o final. Que existe sim uma vida após a morte, que é possível alguém reencarnar em outro corpo, e que essas conexões entre os dois mundos existem.

O desafio de Carolyn é tentar vencer os seus próprios ceticismos sobre o assunto. Quem sabe ela mesma não encontra um consolo sobre a perda do seu filho, podendo assim finalmente seguir em frente.

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Com três episódios exibidos nos Estados Unidos, eu gostei de Proof. E, pelo visto, os norte-americanos também, já que a série mantém uma audiência superior aos 2 milhões de telespectadores. Mas além dos números, entendo que a trama é bem feita e minimamente bem pensada para lidar com um tema muito delicado, mas sem cair na avacalhação.

Os personagens são bem apresentados e bem definidos, mesmo com algumas pessoas torcendo o nariz para o fato de Jennifer Beals ser uma doutora. De qualquer forma, ela não compromete em nada. Tudo no piloto funciona de forma redonda, principalmente no seu roteiro e produção. O elenco se apresenta equilibrado, e poucas coisas precisam ser corrigidas.

Não é o tipo de série que me fez ver o contador o tempo todo para saber quanto tempo falta para o episódio acabar, mas também compreendo que não é o tipo de série para todo mundo. Não são todos que acreditam na ideia da vida após a morte – e acho que, nesse caso, valeria a pena assistir, até mesmo para tentar compreender o outro lado da questão -, e alguns vão considerar o ritmo de Proof um pouco maçante. Não é lento, nem arrastado. Maçante. Quase desnecessário.

De qualquer forma, eu gostei e recomendo que você pelo menos tente ver um episódio de Proof, para ver se cai no seu gosto. Acredito que o público mais adulto vai se identificar com maior facilidade com a proposta apresentada pelo TNT. Seja lá qual for o motivo que fará você assistir a série, saiba que ainda é muito melhor do que as porcarias que os canais abertos norte-americanos estão jogando na cara de todo mundo nesse verão.